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Cruzeiro mira técnico que prometeu negar 'até convite do Flamengo'

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Agora sem Felipão, o Cruzeiro terá de ir ao mercado para recompor seu comando técnico. Mais do que isso, precisará de um forte poder de convencimento ou da ajuda crucial de investidores para encontrar o substituto do treinador pentacampeão.

O grande problema é que o Cruzeiro não tem esse poder de barganha, tudo pela fragilidade econômica do clube, que apresenta dívida global estimada em mais de R$ 1 bilhão. Mesmo assim, o time mira Felipe Conceição, técnico responsável pela ascensão do Guarani na Série B do Campeonato Brasileiro e que chegou a dizer que negaria até um eventual convite do Flamengo.

Felipe Conceição interessa à Raposa para 2021 (Foto: Thomaz Marostegan/Guarani FC)

"Nem se o Flamengo [viesse], hoje não. Eu tenho a palavra com o presidente [Ricardo Moisés, do Guarani], eu vou cumprir. E além disso, da palavra e do ambiente que eu tenho com os atletas, da autonomia que eu tenho para trabalhar aqui, enfim, vários fatores que ajudam você a ser firme na posição, eu tenho os meus valores também e quero construir eles assim na minha carreira", disse à EPTV, afiliada à Globo, em novembro de 2020.

O contrato de Tigrão -como o treinador é conhecido- com o Guarani vai até o fim de 2021. Ele está no clube há três meses, desde outubro, quando substituiu Ricardo Catalá, treinador que queria trabalhar com jogadores mais experientes, o que está fora da realidade financeira atual do Guarani.

Conceição comandou o clube bugrino em 23 jogos até agora, com 11 vitórias, 4 empates e 8 derrotas, somando aproveitamento de 53,6%.O treinador negou recentemente propostas do Coritiba e investidas do Cuiabá, clube que alcançou o acesso à Série A com Allan Aal.

Além da falta de dinheiro o Cruzeiro tem outros problemas a serem resolvidos, como a punição administrativa da CNRD (Câmara Nacional de Resoluções de Disputas), que atinge ainda a parte esportiva, já que a equipe celeste está impossibilitada de inscrever novos atletas na CBF.

A punição é motivado pelo fato de o Cruzeiro não ter pago R$ 1,3 milhão ao PSTC, do Paraná, pela venda do zagueiro Bruno Viana ao Olympiacos, da Grécia. O time paranaense tinha 20% dos direitos do jogador e ficou sem sua parte do acordo, o que motivou o processo na CNRD. Viana foi vendido em 2016.

Fonte: Folhapress

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