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Preços da gasolina e do diesel voltam a subir nos postos de Teresina

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Quem precisa abastecer o veículo está preocupado com o constante aumento no preço do combustível. Nesta semana, o preço médio para o litro da gasolina comum, praticado nos postos de Teresina, é de R$ 4,99. Para quem prefere a gasolina aditiva, o jeito é pagar acima de R$ 5,00 pelo litro. Os valores poderão subir ainda mais nas próximas semanas. 

Um motorista disse que ao encontrar o litro da gasolina comum a R$ 4,89 decidiu parar o veículo e abastecer o tanque. “Aproveitando porque aumentou mais ainda. Está complicado. Tem posto que está a R$ 5,00 o litro de gasolina. Para a gente que trabalha no aplicativo, fica ainda mais difícil”, disse.

Alguns motoristas estão optando por outro tipo de combustível na tentativa de economizar. “Hoje estou optando mais pelo etanol. É o jeito”, disse outro motorisa entravistado pela TV Cidade Verde, nesta terça-feira (02).

Dados do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) apontam que o aumento acumulado no valor da gasolina entre julho de 2017 e janeiro de 2021 atinge quase 60%. 

De 16 de dezembro a 26 de janeiro, o preço da gasolina aumentou mais de 20% nas refinarias. Só neste ano, é o terceiro reajuste que chega às bombas. 

A insatisfação dos condutores de automóveis é compartilhada pelos caminhoneiros, pois o valor do diesel também não para de subir.  O litro do diesel já custa o valor médio de R$ 4,09, 73% a mais do que o valor cobrado há um ano, reclama um dos caminhoneiros entrevistados pela TV Cidade Verde durante passagem por Teresina.  Em um posto, a equipe encontrou o valor do litro do diesel comercializado a R$ 4,31. 

“Depois (da pandemia) do coronavírus, eu cheguei a pagar R$ 2,99 na minha cidade, em Salvador. Hoje eu estou pagando aqui R$ 4. Tem posto que está R$ 3,09. Isso agora, vamos ver como vai ficar daqui para frente”. 

Sindicato dos postos

O coordenador executivo do Sindicato dos Postos Revendedores de Combustíveis do Piauí (Sindipostos), Anorcil Andrade, explica que o combustível vive dois reajustes distintos. “O primeiro é dado pela Petrobras na refinaria; obviamente, repercute no elo final dessa cadeia, que é o posto revendedor. É uma ‘coisa’ mais voltada para a produção e para a distribuição do produto no mercado”.

Sobre a segunda correção, o coordenador comenta que acontece em função do Estado mensalmente trabalhar no sentido de buscar o reajuste que se iguale a sua alíquota do ICMS. “Então, existe um preço médio ponderado. Em cima desse preço médio, pode subir pode baixar. Nós temos que esperar o produto chegar até a gente porque ainda não chegou 100%. Tem posto que ainda não comprou nesse mês. A gente imagina que chegue a algo em torno de 5%”. 
 

Carlienne Carpaso
[email protected] 

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