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Empresário rompe com Marilyn Manson após denúncias de abuso; atriz defende músico

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Fotos: Reprodução/instagram/@marilynmanson e @evanrachelwood

Após Rachel Evan Rachel Wood, 33, fazer graves acusações de abuso e violência doméstica contra Marilyn Manson, 52, com quem se relacionou de 2006 a 2010, o músico sofreu outras denúncias, uma delas citando um "quartinho do estupro", em sua casa. O impacto foi tão grande que Tony Ciulla, que administrou a carreira do roqueiro nos últimos 25 anos, abandonou o músico.

O agora ex-empresário do cantor começou a administrar a carreira de Manson em 1996, o mesmo ano em que foi lançado o bem-sucedido, "Antichrist Superstar". Ciulla defendeu o roqueiro, cujo nome verdadeiro é Brian Warner, em diversas controvérsias, incluindo as críticas que seguiram o músico após o tiroteio em Columbine, ocorrido em 1999, e também de processos judiciais. Manson também tem sido alvo de processos por ex-membros da banda sobre disputas de royalties e alegadas agressões ao pessoal de segurança em shows.

De acorco com a Rolling Stone, a postura de Ciulla mudou depois que Wood nomeou Manson como o abusador anônimo anteriormente mencionado ao testemunhar perante o Senado da Califórnia em relação à Lei Fênix Act. Com a aprovação da lei criada pela atriz, as vítimas de violência doméstica terão cinco anos, e não três, para denunciar o agressor.

"O nome do meu agressor é Brian Warner, também conhecido mundialmente como Marilyn Manson", escreveu Wood no Instagram no dia 1º de fevereiro . "Ele começou a me preparar quando eu era adolescente e abusou horrivelmente de mim durante anos. Eu fui submetida a uma lavagem cerebral e manipulada até a submissão. Cansei de viver com medo de retaliação, calúnia ou chantagem. Estou aqui para expor este homem perigoso e convocar as muitas indústrias que o capacitaram antes que ele arruinasse mais vidas. Eu fico com as muitas vítimas que não ficarão mais em silêncio." Quatro outras mulheres apresentaram histórias semelhantes em um artigo para a Vanity Fair.

Após a denúncia, a gravadora Loma Vista Recording, rompeu com o roqueiro, dizendo que "não vai mais promover o álbum recente de Marilyn Manson ou trabalhar com ele em projetos futuros". No dia seguinte às acusações, o artista usou as redes sociais para se manifestar. "Obviamente minha arte e minha vida sempre foram ímãs para polêmica, mas essas afirmações recentes sobre mim são horríveis distorções da realidade", escreveu em seu Instagram.

"Meus relacionamentos íntimos sempre foram totalmente consensuais com companheiras que pensam como eu. Independentemente de como, e por quê, outras estão optando hoje por manipular o passado, esta é a verdade", completou o artista.

Apesar das diversas críticas, Manson recebeu apoio de Asia Argento, uma das artistas responsáveis pelo início do #MeToo, uma onda de denúncias de assédio sexual, que começou na indústria cinematográfica americana e depois se espalhou para outras áreas e países. Na postagem feita no Instagram nesta sexta-feira (5) e apagada algum tempo depois a atriz compartilhou uma foto com Manson.

"AA + MM para sempre: destruir o novo puritanismo americano", começou, usando as iniciais de ambos no conteúdo. "Se eu tivesse que falar sobre todos os amantes 'decepcionantes' da minha vida, escreveria 'A Odisséia'. O mundo do sexo e do desejo é um reino psicótico que deveria ser deixado em paz. É anti vida, pró morte, anti f*, anti liberdade, anti anti anti anti. F*-se", finalizou.

A atriz também foi acusada de assédio há cerca de dois anos. Em agosto de 2018 foi revelado pelo jornal The New York Times que o ator Jimmy Bennett ameaçou Argento com um processo. Eles teriam mantido relações sexuais em 2013, quando ele tinha pouco mais de 17 anos. Pelas leis da Califórnia, onde aconteceu o ato, sexo com menores de 18 anos é crime. Os dois chegaram a um acordo financeiro: a atriz concordou em pagar US$ 380 mil a Bennett (cerca de R$ 1,5 milhão), em troca do silêncio dele.

 

Fonte: Folhapress

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