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Em dia de rumores sobre saída, Pazuello faz defesa enfática da vacinação em massa

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Foto: Carolina Antues/PR


Enquanto o presidente Jair Bolsonaro busca um nome para substituí-lo, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, disse a jornalistas nesta segunda-feira, 15, que o ciclo da pandemia em 2021 está diferente, mais forte, o que expôs fragilidades do sistema e defendeu a vacina em massa e o tratamento o quanto antes dos pacientes contra a covid-19. "Ao primeiro sintoma procure médico", disse.

Pazuello afirmou que quando assumiu a pasta fez um diagnóstico. "Chegamos ao Ministério da Saúde em maio de 2020. Vimos necessidade de diagnóstico profundo e detalhado sobre ações de rotina e enfrentamento da pandemia. Uma das primeiras ações decorrentes foi a de provocar total transparência", disse. Ele conversou nesta segunda-feira com a cardiologista Ludhmila Hajjar que negou convite de Bolsonaro para ser a sua substituta

O ministro disse ainda que não há medicamento específico contra a covid-19 e que bilhões de reais foram distribuídos a Estados e municípios que deveriam distribuir leitos para a população.

Pazuello fez uma defesa enfática da vacinação em massa e defendeu o fortalecimento da vigilância com testagem. Fez ainda a defesa de medidas básicas sanitárias, como o uso de máscara. "Temos que manter a economia forte e a população saudável", disse.

138 milhões de doses de Pfizer e Janssen

Alvo de pressão pela escalada da epidemia da Covid e em meio a negociações dentro do governo para sua substituição, o ministro da Saúde, general Eduardo Pazuello, anunciou nesta segunda-feira (15) ter concluído os contratos para obter 138 milhões de doses de vacinas contra a Covid-19 desenvolvidas pelas farmacêuticas Pfizer e Janssen.

Deste total, 100 milhões de doses devem ser da vacina da Pfizer e 38 milhões, da Janssen. O volume consta de tabela atualizada divulgada pela pasta em coletiva de imprensa, dentro do item de "vacinas contratadas".

"Já concluímos a contratação da União Química [fabricante da vacina russa Sputnik V], da Pfizer e da Janssen. Todas essas contratações foram a partir da lei sancionada na última semana, para que compreendam a velocidade administrativa desse trabalho", afirmou Pazuello. O contrato com a União Química foi anunciado na última semana.

A notícia dos acordos ocorre um dia depois de o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) iniciar reuniões com possíveis cotados para substituir Pazuello. Caso a troca se confirme nos próximos dias, o país terá seu quarto ministro em pouco mais de 12 meses de pandemia.

A cardiologista Ludhmila Hajjar, do Incor e da rede de hospitais Vila Nova Star, chegou a conversar com o presidente sobre a possibilidade de assumir a pasta, mas recusou a oferta nesta segunda (15).

Outros nomes de possíveis cotados são o do deputado Dr. Luizinho (PP-RJ), médico e ex-secretário de saúde do Rio de Janeiro, e Marcelo Queiroga, presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Publicamente, Pazuello tem dito que, por ora, continua chefiando a pasta.

Nas últimas semanas, no entanto, o país tem vivido o momento mais grave da pandemia, com relatos de colapso no sistema de saúde em diferentes estados e recordes sucessivos de mortes por Covid-19, o que tem aumentado as críticas à pasta pelo atraso nas negociações para obter vacinas contra a doença -e consequentemente, a pressão pela saída do ministro.

 

Fonte: Estadão Conteúdo e Folhapress 

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