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Delegado vai ouvir médica que atendeu lutador morto após evento clandestino

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Foto: Reprodução/redessociais

O delegado Menandro Pedro, titular do 7º Distrito Policial, iniciou nesta terça-feira (27) a coleta de depoimentos no inquérito que investiga a morte do lutador amador de boxe Jonas de Andrade Carvalho, de 34 anos, que morreu no último sábado após uma luta clandestina, realizada na zona norte da capital. O objetivo da investigação é esclarecer a causa da morte do lutador e possíveis negligências por parte dos organizadores do evento. 

Além dos organizadores do evento e familiares, também serão convocados para prestar depoimento a médica que realizou o primeiro atendimento a Jonas no hospital do bairro Buenos Aires e outros profissionais de saúde da unidade. "Já mandei o ofício para o hospital para ouvir a médica, a primeira que atendeu ele. Depois, vamos esperar a conclusão do laudo cadavérico para saber a causa da morte", informou Menandro Pedro.

Entre os primeiros a prestar depoimento nesta terça-feira (27) estão dois policiais militares que estavam no Hospital do Buenos Aires quando o Jonas de Andrade foi levado para receber atendimento médico. Ao delegado, eles confirmaram que as pessoas que acompanhavam o lutador disseram inicialmente que ele havia sofrido uma queda de motocicleta. 

"A princípio, disseram que tinha sido uma queda de moto e ele tinha batido a cabeça no chão. Quando ele foi atendido, por enfermeiros e médicos, disseram que ele estava em um treino de boxe e tinha caído e batido a cabeça no chão. Tudo isso já está no bojo do inquérito policial", relatou o delegado.

O presidente da Federação Piauiense de Boxe, Marcos Oliveira, também esteve no 7º Distrito Policial na manhã desta terça-feira (27) para prestar depoimento. 

A Polícia Civil ainda deve colher o depoimento do  responsável pela academia onde aconteceu a academia clandestina, da viúva de Jonas de Andrade e de outros familiares do lutador. 

O delegado prefere não adiantar os rumos da investigação, mas antecipa que diversas irregularidades já foram comprovadas no que diz respeito a realização do evento, que aconteceu de forma clandestina, desobedecendo os decretos da Prefeitura e do Estado, além de não contar com a estrutura necessária para primeiros socorros. 

"Uma coisa que eu digo é que ele desobedeceu a prefeitura de Teresina, nos seus decretos, e o governo do Estado. Ele não podia fazer aquele evento de jeito nenhum. Lá não tinha distanciamento, poucas pessoas tinham máscara, não tinham ambulância, cilindro de oxigênio. Tudo isso poderia ter evitado a morte de um jovem de 34 anos.  Vamos investigar tudo, todos os detalhes nesse inquérito", destacou o delegado. 

 

Natanael Souza e Pamella Maranhão 
[email protected] 

 

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