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Santos perde do Boca, entra em crise e começa a se complicar na Libertadores

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A crise está instalada de vez no Santos. Quatro derrotas seguidas e a situação que é ruim no Paulistão começa a se complicar também na Libertadores.

Foto: Ivan Storti/ Santos FC

Nesta terça-feira, caiu em La Bombonera diante do Boca Juniors, por 2 a 0, e segue sem pontos na competição. Os argentinos lideram o grupo com seis.

Depois de ser derrotado no clássico diante do Corinthians em plena Vila Belmiro, ver o técnico Ariel Holan pedir demissão e vender o meia Soteldo, a pressão cresceu no jovem elenco santista.

A obrigação era a de buscar reabilitação na Libertadores após levar, ainda, um surpreendente 2 a 0 do Barcelona de Guayaquil em casa, na estreia.

A esperança era que o time repetisse as boas apresentações diante dos argentinos da semifinal da edição passada, na qual merecia ganhar os dois jogos. Fez 3 a 0 na Vila após empate em Buenos Aires.

O time até foi bem nos primeiros 45 minutos, apesar da falta de finalizações. Após um gol de Tévez, porém, se perdeu e trocou a organização pela pressa.

Mesmo com quatro atacantes, viu sua série invicta diante dos hermanos chegar ao fim após sofrer outro gol, de Villa. Assistência de Tévez, o nome do jogo. O Santos não perdia para um time do país vizinho desde 2012. Até este revés, havia somado sete vitórias e quatro empates.

Necessitará ganhar do Red Bull Bragantino para não dar adeus precocemente no Estadual e, a seguir, bater o The Strongest para despertar na Libertadores. Apenas uma vez o Santos caiu na primeira fase da Libertadores, em 1984. Serão dois compromissos sob intensa cobrança da torcida.

Três meses após grande partida e injusto 0 a 0 em La Bombonera pela semifinal da edição passada, o Santos retornou para Buenos Aires bem diferente.

Vivendo momento conturbado após saída de Holan e vindo de série de insucessos, estava cheio de meninos na escalação de Marcelo Fernandes, mais uma vez acionado para apagar incêndio.

Com a saída de Soteldo, Lucas Braga virou o titular na frente. No meio-campo, nada de improvisação de laterais. Vinícius Balieiro foi o escolhido para segundo volante. A escalação ainda tinha Kaiky na zaga, Gabriel Pirani na armação e Marcos Leonardo no ataque.

O Boca também precisou recorrer a seus jovens. Diferentemente do Santos, porém, por causa da pandemia de covid-19 que atingiu o elenco. Luis Vázquez, Cardona, Marcos Rojo, Zambrano, Campuzano e Esteban Andrada eram os desfalques. 

Nos experientes Pavón e Tévez estavam depositadas as apostas de Miguel Ángel Russo, que também confiava no bom momento de Villa, autor do gol da vitória na estreia.

Necessitando ganhar, o Santos não se intimidou em La Bombonera e tomou as ações do jogo. Adotou postura ofensiva enquanto os argentinos se postavam para contra-ataque.

Pela direita, com apoio de Pará, criou suas melhores jogadas. Nada, contudo, de finalizar no gol de Rossi. Faltava capricho na hora decisiva.

O Boca, sempre temido em seu alçapão, também pouco perigo levava Assustou em jogada individual de Pavón. A vontade das equipes era grande, a precisão longe disso.

O grito de gol preso no primeiro tempo saiu logo no minuto inicial da segunda fase. Depois de um erro da arbitragem, que anotou escanteio num lance de tiro de meta. Após cobrança, o desvio de cabeça sobrou para Tévez abrir o placar. O Santos pediu impedimento, mas Marcos Leonardo dava condições.

O Santos sentiu o baque e a organização em campo foi para o espaço. Marinho, em mais um dia de apatia, perdeu a bola na entrada da área que resultou em contra-ataque mortal e gol de Villa.

Marcelo Fernandes optou por trocar as peças ofensivas, mas a equipe não se reencontrou mais num jogo no qual iniciou muito bem e acabou de forma sofrível.

Fonte: Estadão Conteúdo

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