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Flamengo e Ferj veem obstáculos em Brasília, e final do Carioca será no Maracanã

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A final do Campeonato Carioca será no Maracanã. A ideia do Flamengo e a Ferj (Federação de Futebol do Rio de Janeiro) de levar o jogo para o Mané Garrincha, em Brasília, encontrou obstáculos e o clássico entre o time rubro-negro e o Fluminense, no próximo sábado, vai acontecer no Rio de Janeiro, após muita disputa nos bastidores.

O tema principal da discussão era a presença de público na partida, o que não seria possível no Maracanã, mas não encontraria barreiras no Mané Garrincha. A possibilidade de tirar a decisão do território fluminense foi admitida ontem (17) à noite, em nota publicada pela Ferj.

O Flamengo, mandante do duelo, é favorável à torcida no estádio, mas demonstrava entender que a mudança de Estado não seria algo fácil. Já o Fluminense é contrário e recebeu com mal-estar o comunicado da federação, apontando, inclusive, que não entraria em campo caso a alteração na sede fosse concretizada.

No último sábado, a Ferj liberou 300 convites para o primeiro jogo da final, sendo que 148 foram utilizados. O lado do Fla ficou visivelmente cheio, enquanto o Flu teve apenas oito pessoas, sendo seis da diretoria -o clube das Laranjeiras alega que tais pessoas foram chamadas diretamente pela Ferj, sem o convite da cúpula.

No decorrer da partida, houve desrespeito às medidas sanitárias em meio à pandemia, como distanciamento social e o uso de máscaras. A administração do Maracanã, inclusive, será multada pela Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro, que considerou a infração como "gravíssima".

A presença de torcida na final do Carioca e também na decisão da Taça Rio foi debatida ao longo da última semana, após a federação publicar um documento que indicava tal possibilidade.

O Flamengo se mostrou favorável, enquanto o Fluminense foi contra. Botafogo e Vasco também fizeram oposição e, desta forma, ficou firmado que, na Taça Rio, não haveria esta hipótese -o primeiro jogo foi domingo (16), no Nilton Santos, e a volta será em São Januário.

A prefeitura, por sua vez, ao longo deste período, sempre afirmou que o decreto que impede a presença de público em estádios, ainda que não pagante, permanece em vigor.

ALEXANDRE ARAÚJO E CAIO BLOIS
RIO DE JANEIRO, RJ (UOL/FOLHAPRESS) 

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