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Brasil pode viver '1º tsunami' de casos Covid se não acelerar vacinação, diz infectologista

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O infectologista Kelson Veras afirma que o Brasil poderá viver o primeiro tsunami de casos da Covid-19 se a vacinação contra a doença não acontecer em ritmo acelerado. Os números do novo levantamento do consórcio de veículos de imprensa sobre a situação da pandemia de coronavírus no Brasil apontam que a média móvel de casos ficou acima de 65 mil. “Nós nunca tivemos tantos novos casos por dia como estamos tendo agora, ou seja, nós estamos no auge de todas as fases anteriores”. 

“Nós estamos formando a maior bola de neve de casos de Covid que já foi formada na história do Brasil. Nós não teremos a terceira onda, a gente vai ter o primeiro tsunami. Então, é fundamental que essa vacinação mude muito para que esse prognóstico tão sombrio que estou fazendo não venha a acontecer”, disse em entrevista ao Jornal Cidade Verde, na quinta-feira (20).

Na quinta (20), a Secretaria Estadual de Saúde confirmou 1.224 novos casos. Desde o início da pandemia, o Piauí já registrou 263.251 confirmações da doença e 5.718 mortes.

Nesta sexta (21), Veras fez críticas aos governos que transmitem a mensagem de tranquilidade aos moradores nesse momento tão desafiador da pandemia. “A população entende que a situação está sob controle. Isso é muito perigoso, pois a população vai entender isso como sinal de que pode relaxar nas medidas de proteção contra a Covid”. 

Ontem, o Governo do Maranhão confirmou que seis tripulantes de um navio estão com a variante indiana. É a cepa B.1617 originada na Índia. As seis pessoas chegaram ao estado a bordo do navio da India, atracado no litoral do Maranhão.

O médico explica que o “poder de transmissão da variante indiana é semelhante da P1, chamada variante brasileira. Elas junto com a do Reino Unido e a da África do Sul são as variantes de preocupação porque têm maior potencial de transmissão; estão mais bem adaptadas ao ser humano”. 

“O mundo inteiro teme a variante brasileira assim como teme a variante indiana. E tem esses dois países porque são dois países onde o comportamento da população também favorece a transmissão. A preocupação de fato é muito grande”. 

Veras ressalta que as vacinas até o momento aplicadas na população protegem contra as variantes já existentes. “Porém, cada pessoa que pega a Covid produz um coronavírus um pouquinho diferente. Se nós não imunizarmos todo mundo, toda população do planeta terra rapidamente, nós estamos dando chances dele mudar o suficiente para as vacinas não funcionarem mais”. 

 

Carlienne Carpaso
[email protected] 

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