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Agentes realizam paralisação e podem 'grevar' em presídio

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Marta Soares
 
 
Agentes penitenciários realizaram durante todo o sábado o terceiro protesto contra a permanência do atual diretor da penitenciária José de Deus Barros, Edmar Edson Mendes Rodrigues. Eles cruzaram os braços e deixaram de realizar as vistorias, mantendo apenas o banho de sol dos presos e a alimentação. Sem avanços em sua reivindicação, a categoria já admite a realização de uma greve por tempo indeterminado no presídio.
 
"Os agentes estão coesos. Vão trabalhar, mas os protestos continuam. Se não houverem avanços, a tendência é de greve por tempo indeterminado", disse o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários - Sinpoljuspi -, Jacinto Teles. Ele relata que há situação é insustentável, mesmo após o afastamento do diretor por 45 dias.
 
 
"O grande problema é que o diretor não tem mais diálogo com a maioria esmagadora dos agentes, no máximo três", acrescentou o sindicalista. Edmar Rodrigues não esteve no protesto. De acordo com os sindicalistas, ele coordena o curso de Direito de faculdade particular e comandava um debate no momento da paralisação.
 
Em Picos, os agentes reclamam que estariam realizando funções da Polícia Militar. Além disso, Rodrigues teria suspendido por 60 dias três agentes que teriam denunciado irregularidades. O Sinpoljuspi já ingressou com mandado de segurança para anular a suspensão e fazer com que os servidores voltem ao trabalho.
O ato foi acompanhado pelo vice-presidente do Sinpoljuspi, Francisco Carvalho Neto, e pelo diretor Estefan Coelho Silva. A paralisação foi comunicada com antecedência de 72 horas. Para realizar as atividades, a secretaria de Justiça teria enviado servidores de Teresina. Oito viaturas da Polícia Militar foram ao presídio para garantir a normalidade das ações.
 
Em caso de greve, a mesma não se estenderia aos demais presídios do Estado. Em 17 e 18 de abril, no 7º Seminário Popular do Piauí, com autoridades locais e nacionais, a categoria vai discutir outros pontos de interesse, como aposentadoria especial e aumento do auxílio alimentação, que devem ser pautas estaduais de reivindicação junto ao Governo do Estado.
 
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