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Na CPI, ministro garante que vai definir protocolo da Sputnik V com governadores

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Fotos: Jefferson Rudy/Agência Senado


Ao falar pela segunda vez na CPI da Covid, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, garantiu nesta terça-feira (8) que não trabalha contra a vacina Sputnik V, defendida pelos governadores do Nordeste. 

Após ser questionado pelo relator Renan Calheiros sobre as medidas sanitárias adotadas pelos governadores, o ministro disse que a medida mais eficiente é a vacinação.

O ministro anunciou que conversou ontem com o governador Wellington Dias (PT) para que juntos possam definir um protocolo para aplicação da vacina Sputnik. 

“Ontem conversei com o governador Wellington Dias em face da aprovação muito condicionada da Anvisa da vacina Sputnik para que juntos possamos construir um protocolo para aferir a efetividade dessa vacina e ela ser disponibilizada num volume maior e acelerar a campanha de vacinação”, disse Queiroga.  

A vacina Sputnik foi aprovada pela Anvisa com restrições, permitindo apenas quatro milhões de doses da vacina russa.

O governador Wellington Dias é um dos defensores da vacina Sputnik e foi convocado para depor na CPI no dia 30 deste mês.  

Na CPI, o ministro afirmou que toda a população brasileira adulta será imunizada até o final do ano. Queiroga garantiu que tem autonomia na pasta, mas que isso 'não significa carta branca' do presidente Jair Bolsonaro. 

Bolsonaro

Após o ministro afirmar que defende medidas não farmacológicas como distanciamento social e uso de máscaras para evitar a disseminação do novo coronavírus, senadores questionaram a postura de Queiroga ante o presidente Jair Bolsonaro, que critica essas medidas e promove aglomerações. Sobre os protocolos sanitários, o titular da Saúde defendeu o cumprimento por todos os brasileiros, mas afirmou que seguir as recomendações é uma decisão particular do chefe do Executivo.

— Eu sou um ministro da Saúde. Eu não sou censor do presidente da República. Faço parte de um governo. Presidente da República não é julgado pelo ministro da Saúde — disse.

O presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM), afirmou que é “constrangedor” o ministro orientar a população a ser cuidadosa e o presidente da República não seguir as recomendações do Ministério da Saúde.

— Como fazer política dentro do Ministério da Saúde se a principal personalidade do Brasil não lhe ouve ? — questionou Omar.

Em resposta, o ministro reforçou que tem feito a sua parte e defendido medidas não farmacológicas.

Lockdown

Ainda sobre medidas não farmacológicas, o ministro defendeu o fechamento de atividades em cidades a depender da situação da propagação do vírus, mas que sua principal preocupação é ampliar a vacinação e imunizar toda população com 18 anos ou mais até o final do ano. Também disse que o governo se prepara para uma campanha de vacinação contra covid-19 em 2022.

Questionado por Renan Calheiros sobre a ação apresentada pela Advocacia-Geral da União (AGU) ao Supremo Tribunal Federal (STF) para pedir que sejam declaradas inconstitucionais medidas de governadores e prefeitos por lockdown e toques de recolher em razão da pandemia da covid-19, Queiroga apontou que não foi consultado sobre a ADI. A medida é defendida pelo presidente Jair Bolsonaro. 

Assista ao vivo depoimento do ministro na CPI: 

 


Flash Yala Sena (Com informações da Agência Senado)
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