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Empresário diz que ônibus pode parar por falta de repasses da Prefeitura

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Fotos: Roberta Aline/Cidadeverde.com

O empresário Francisco Barroso Sobrinho, da Aviação Santana, foi um dos representantes que operam no sistema de transporte coletivo de Teresina a depor na CPI dos Transporte nesta quinta-feira(10) na Câmara dos Vereadores. Segundo ele, o sistema pode parar se a prefeitura não cumprir o repasse dos subsídios para as empresas.

Ele reclama dos atrasos no último acordo de R$ 26 milhões, que foi assinado ano passado. O secretário de Finanças, Robert Rios, informou que já foram repassados R$ 224 milhões aos empresários desde 2015.

"O principal problema é que aparecem outros modais para aparecer no sistema. Mas nenhum deles, na hora quer falar da gratuidade, que são de oito tipos, rodar das 20 horas às 5 da manhã, nenhum quer rodar. A prefeitura já deve há muito tempo e continua devendo. A nossa empresa não teve descontinuidade do trabalho, pouco houve, mas não de motivo grave. Todo ano tem aquela parada. Se pagarem, dizer que amanhã vamos rodar, não sei. Temos que pagar débitos anterior e pagar os futuros", disse.

O empresário questionou as gratuidades que deveriam ser compensadas com o repasse dos subsídios. 

"Pode ter certeza que não fizeram os repasses. Não  quero pressionar ninguém, não adianta. Tenho uma família  para sustentar e pagar os empresários. Se não tiver dinheiro, como vamos rodar? Existe PPP e essa é uma parceria. Houve licitação e desapareceram três empresas por falar de repasse. Como funciona? A passagem o mesmo valor. Não  somos contra gratuidade. Mas, tem que ser feito os repasses", garantiu.

Nesta quinta-feira(10), a CPI ouviu mais empresários do setor de transportes. Estes deverão ser os últimos, para então iniciar os depoimentos de gestores e ex-gestores da Strans e outros da Prefeitura de Teresina. 

A Comissão tem 120 dias para concluir as investigações e produzir um relatório, que poderá ou não recomendar o cancelamento do contrato de licitação do sistema de transporte da capital. 

Atualizada às 09h

A CPI do Transporte Público da Câmara Municipal completa 1 mês neste sexta-feira (10). A comissão encerra nesta quinta-feira (09), as oitavas com os empresários.

O empresário   Nilo Campelo da empresa Transporte Theresina foi o primeiro a ser ouvido pela CPI nesta quinta (09). Ele  firma que nos últimos 5 anos a empresa recebeu R$ 600 mil dos subsídios repassados pela prefeitura para o sistema de transporte. 

Segundo o empresário, a empresa recebe 2% do valor destinado ao sistema e 5% destinado ao Consórcio Sul.  "Atribuímos essa problemática a pandemia, e também, as verbas indenizatórias da prefeitura. Entendemos que quando o contrato não é honrado, a outra parte não tem como cumprir sua obrigação. Recebemos R$ 600 mil nos últimos 5 anos do contrato de licitação. Recebemos até outubro. Os meses de novembro e dezembro não foram repassados. Recebe-se por meio do Consorcio. Minha empresa recebe em torno de 2% do repassados ao consórcio. Esse valor é repassado mão consórcio", disse. 
Dudu questionou o fato do empresário não  saber quanto a empresa tem a receber da prefeitura. "Queremos uma solução. Mas não uma pontual onde  lá na frente se volte para o mesmo problema. Os empresários  mostram que não sabem quanto devem receber. Eles dizem que sabem porcentagens, mas não sabem a valor a receber da prefeitura", destacou o vereador. 

O vereador Enzo questionou o empresário sobre os acordos realizados com a prefeitura durante a pandemia. No ano passado, o acordo acertado é de R$ 26 milhões. "Só foram pagas duas parcelas. Os outros anos foram pagos. Mas o da pandemia tem atrasos", respondeu o empresário. 

O vereador Aluísio Sampaio questionou Nilo Campelo sobre os impactos do sistema de integração na crise que o transporte público vive hoje na capital. Nilo afirma que se a prefeitura cumprir o contrato, a Transporte Theresina tem interesse em continuar atuando no sistema. 

Flash de Lídia Brito
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