Cidadeverde.com
Geral

Familiares de pessoas desaparecidas vão ao DHPP para coleta de material genético

Imprimir

Foto: Natanael Souza/Cidadeverde.com 

Familiares de pessoas desaparecidas estiveram na sede do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) na manhã desta terça-feira (16) para participar do Dia D da campanha de coleta de amostras biológicas realizada pela Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp). O objetivo da ação é ajudar a elucidar casos de desaparecimentos e ajudar na identificação de corpos e ossadas humanas que não foram reivindicados por familiares. 

A aposentada Maria das Dores Costa,72 anos, foi uma das primeiras a chegar no DHPP nesta terça-feira para realizar a coleta do material. Apesar da demora e da falta de respostas, ela diz que a busca através do DNA ajuda a manter viva a esperança de encontrar o filho, Carlos Gilberto da Costa, de 51 anos, que desapareceu em dezembro de 2017.

"É uma nova esperança pra mim. Não perdia  a fé e nem a esperança de encontrar ele. De maneira nenhuma", disse. 

Quem também está à procura de um filho é o aposentado Afonso Carvalho, de 79 anos. O filho dele, Marcos Antônio Barbosa, desapareceu há um ano e quatro meses, deste então a família não teve mais notícias. "É muito difícil, mas a esperança é a última que morre", afirmou o aposentado, que se emocionou ao fazer a coleta do material no DHPP.

Foto: Natanael Souza/Cidadeverde.com 

Maria das Dores procura o filho desaparecido desde 2017

A campanha

No Piauí, a campanha de coleta de amostras biológicasé coordenada pelo Instituto de DNA Forense. O material coletado dos familiares passa por exames e depois é incluído nos bancos de perfis genéticos, que possuem dados de todo o Brasil. 

A perita criminal, Adilana Soares, explica que a coleta de material acontece de forma não invasiva através da coleta de  saliva e material da mucosa oral dos familiares. "Essas amostras serão processadas e inseridas no Banco Nacional de Perfis Genéticos, numa parte só para pessoas desaparecidas. Atualmente, em todo Brasil, são cerca de 3 mil perfis genéticos de pessoas não identificadas", detalhou. 

Além da coleta de material, os familiares também podem levar objetos de uso pessoal da pessoa desaparecida, como escova de dentes, aparelho de barbear, entre outros.

Nos  próximos dias, a coleta de material também vai acontecer no IML, no Instituto de DNA Forense e na Polícia Federal. Municípios do interior, como Parnaíba, Picos, Bom Jesus, Corrente e Pedro II. 

No Piauí, os familiares de primeiro grau devem procurar as Delegacias para realizar registro policial, bem como para o preenchimento de Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Após essa primeira ação, os familiares serão encaminhados para os núcleos de perícia mais próximos. Devem ser requeridas, preferencialmente, o comparecimento de dois familiares em primeiro grau, seguindo a ordem de preferência. 

 

Natanael Souza
[email protected] 

Imprimir