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Profissionais da imprensa relatam a emoção de serem vacinados contra Covid-19

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Foto: arquivo pessoal

A vacina da esperança

A vacina para mim representa esperança. Esperança de que um dia vamos superar isso tudo que está acontecendo. Só a vacina pode ajudar o Brasil a controlar a pandemia. Só a vacina pode estancar o número de mortes que o país presencia todos os dias. Mortes, muitas delas, que poderiam ter sido evitadas. 

A Covid deixou marcas na minha família, assim como em milhões de outras espalhadas pelo Brasil. Chorei e vi pessoas queridas indo embora. A sensação é de incapacidade e de medo. 

Tomar essa vacina hoje, mesmo sabendo que ela não evita a doença, é como se a gente começasse tudo do zero. Nascemos de novo. É um misto de emoção e gratidão. Emoção por ser o último da família a ser vacinado e gratidão por termos o SUS no Brasil.

A esperança é que a vacina chegue para todo mundo o quanto antes. Vacina salva. 

Hérlon Moraes, jornalista e secretário de Redação do portal Cidadeverde.com


 Vacinas mudam o mundo

Quando escolhi fazer jornalismo pensava que, de alguma forma, eu ia mudar o mundo. Com pautas, matérias ou furos jornalísticos que transformariam o curso da vida e das coisas. Bom, isso foi em 2009, e eu estava longe de saber que, na verdade, o jornalismo existiria para mudar o meu mundo. Para me tornar capaz de  acompanhar dia após dia os desdobramentos dessa pandemia que mudou a forma como encaramos um vírus e para me fazer, enquanto profissional da comunicação, parte do grupo prioritário para a vacina contra ele. A vacina contra a Covid-19 me trouxe a certeza que é a esperança que move o mundo. A esperança na ciência e na saúde capazes de se impôr mesmo nos dias mais sombrios. Ser vacinada contra a Covid-19 mudou meu mundo para sempre. Agora, posso tentar continuar a muda-lo com a comunicação ética e responsável. O sonho continua.

Glenda Uchôa, jornalista da Rádio Cidade Verde

Gratidão, obrigada Deus


Não sei descrever tanta emoção que estou sentindo, depois de tanto fotografar pessoas sendo vacinadas, as primeiras doses chegando ao Piauí, de tantas UTIs que tive que entrar, de tantas mortes que presenciei, de pessoas passando fome, do abraço através de plásticos, das eleições, de tudo que tem acontecido nesses últimos dois anos por causa da COVID. MAS ENFIM CHEGOU MINHA VEZ, E EU SÓ TENHO UM SENTIMENTO: GRATIDÃO. OBRIGADA DEUS. Tomem a vacina, ela salva vidas! #vivaosus #vivaavida

Roberta Aline, fotógrafa do portal Cidadeverde.com

Uma alegria, triste...

Deixo o portal Cidadeverde.com com frio na barriga. Tinha sentido essa mesma emoção quando consegui abraçar meu pai, após ele sair de uma interminável cirurgia do coração. É uma espécie de alívio, após choros de desalento. Escolhi o setor de Enfermagem da Ufpi (Universidade Federal do Piauí) para me vacinar, pela simbologia de existência que a instituição sempre me deu. Saio às pressas e nos corredores é só uma pergunta: “já se vacinou?”, “já se vacinou?”. Acho graça lembrando do querido Laércio Andrade que brinca: “já comeu hoje?”. Nunca o bairro Monte Castelo ficou tão longe do Ininga. A vacina estava agendada para às 11h, cheguei mais cedo. Tinha pouca gente na fila, o telefone toca e era uma pauta. Me afastei um pouco para receber a notícia, e ao retornar não tinha mais fila. Fui encaminhada ao setor de triagem para conferir se realmente sou jornalista. Pela primeira vez, o jornalismo me salvando. Em seguida, fui levada a sala de vacinação. Inalo um cheiro de álcool na sala e fico nervosa. O acadêmico de enfermagem, Wendlay Fernandes, 22 anos, olha pra mim e mostra a dose. Eu encaro a injeção e senti um tremor nas pernas. Eu fechei o olho e ao abri ele já tinha me aplicado. Agradeci imensamente a ele. Eu saí da sala meio em transe de nervosismo, segurando o algodão no braço. Sou encaminhada para um auditório para passar 15 minutos em caso de um possível efeito colateral. Não senti nada, nem dor no braço. Fiquei sentada emocionada por ser imunizada. Uma alegria, triste. O desejo é que todos recebam a vacina. Sinto-me privilegiada, já que hoje apenas 9% da população piauiense está 100% imunizada e eu estou recebendo a primeira dose.

Minha solidariedade as famílias que perderam entes queridos. Viva os cientistas, o SUS, os profissionais de saúde. São 10h42 de uma quarta-feira – 16/junho/2021 - Um acontecimento inesquecível que vou guardar. O dia de vocês vai chegar. Vacine-se, salve-se...#vida #esperança

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