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Atlético-MG marca no 1° minuto, segura pressão do Inter e vence terceira seguida

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O Atlético-MG vem mostrando que a derrota na estreia, em virada do Fortaleza, foi um acidente de percurso. Nesta quarta-feira, a equipe mineira precisou de um minuto para abrir o placar diante do Internacional. 

Foto: Pedro Souza/Atlético-MG

Depois, se fechou na marcação, resistiu à pressão e comemorou muito a terceira vitória seguida no Brasileirão com magro 1 a 0 no Beira-Rio, em Porto Alegre.

O meia Nathan abriu o placar logo no primeiro ataque dos mineiros. Recebeu livre de Hulk e tocou com categoria no canto de Daniel. Do mais, muita marcação do time. A vitória coloca o Atlético-MG entre os melhores, com nove pontos.

O time gaúcho soma sua segunda derrota em quatro jogos e necessita encontrar rapidamente um treinador para a vaga do demitido Miguel Ángel Ramírez se quiser ainda brigar na parte de cima da tabela. Osmar Loss vem quebrando o galho como interino, mas há a necessidade de alguém mais experiente.

Antes do apito final, um susto. A partida ficou paralisada por quatro minutos após um forte choque de cabeça entre Vinícius Mello e Guilherme Arana, que levou a pior no lance e teve de receber atendimento por causa de um corte no rosto. Apesar da força no lance, ambos se recuperaram rapidamente.

Ainda sob o comando interino de Osmar Loss, o Inter apostava na tática que deu certo na vitória por 1 a 0 sobre o Bahia, com três atacantes. Atrás da terceira vitória seguida na competição, por outro lado, o Atlético-MG investia no elenco após Igor Rabello ser diagnosticado com covid-19 e Nacho Fernández acordar em estado gripal.

Cuca falou que era hora de o elenco mostrar sua força e Nathan, o substituto de Nacho, precisou de somente um minuto para abrir o marcador. Recebeu de Hulk e na cara do goleiro só precisou escolher o canto. 

Seria o grande lance ofensivo dos mineiros na partida. Com muitos meio-campistas e somente Hulk na frente, sair em vantagem cedo era tudo o que Cuca imaginava, pois tinha um paredão enorme na marcação.

O Inter, sem velocidade, sofria para chegar no gol de Everson. Conseguiu assustar com Edenilson, em raro lance ofensivo. Do mais, um jogo ruim de ambos. O time gaúcho dava muito espaço nos contragolpes e sofria com os desarmes dos mineiros, que também não arriscavam.

Num dia gelado em Porto Alegre, com 12 graus e incômoda garoa ao longo do primeiro tempo, o esquema com três atacantes do Inter decepcionou, não dando trabalho a Everson. Já Cuca deu sorte com o gol relâmpago, pois depois sua equipe limitou-se a marcar.

Apesar de o futebol ser abaixo do esperado num confronto entre equipes que iniciaram o Brasileirão entre os favoritos, os técnicos optaram pela manutenção das escalações. Pior para Osmar Loss que perdeu Taison, machucado na coxa direita, logo que a bola rolou.

Curiosamente, a modificação "obrigada" melhorou o Inter, que teve duas belas chances de empatar. Réver recuou errado e Thiago Galhardo saiu livre, mas após driblar o goleiro deu tempo para Arana salvar.

Logo depois, o atacante cruzou para Maurício, debaixo do gol, perder gol incrível ao mandar por cima, de carrinho.

Virou uma partida de ataque colorado contra defesa mineira. O Atlético queria apenas acertar os contragolpes. Ficou no quase com Allan na vez que passou do meio.

Os gaúchos insistiam nos chuveirinhos, tática que deu certo nos últimos seis gols. Era cruzamento de todo lado, desta vez, porém, sem sucesso.

Fonte: Estadão Conteúdo

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