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Um motorista de Uber ganha perto de R$143 por dia

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Foto: Yasmim Cunha/Cidadeverde.com

A Uber foi um dos primeiros aplicativos de transporte que chegaram no país para revolucionar o modo de circulação nas cidades brasileiras. A ideia de base é simples: conectar quem tiver um carro com quem precisar de se deslocar, gerando ingressos por uma parte mas oferecendo viagens bem baratas pela outra. 

A chegada do App no Brasil não foi pacífica, principalmente pelos constantes conflitos gerados com os serviços de táxi das diversas cidades e as inúmeras tentativas por regulamentar a atividade por parte das prefeituras. Foram muitas as leis que tentaram banir ou restringir o funcionamento dele, e hoje em dia quase todos os estados apresentam regras para isso assim como o por parte do Congresso Nacional. A questão só ficou mais calma quando, em maio de 2019, o Supremo Tribunal Federal (STF) resolveu declarar a legalidade do serviço de aplicativos de transporte particular, representando não só o caso do Uber, mas também de outros como Cabify ou 99. A decisão do Supremo foi ditada em base de duas ações que questionavam as leis das cidades de São Paulo e Fortaleza. 

Como funciona o Uber e como tirar proveito dele?

Apesar dos primeiros inconvenientes, a realidade é que hoje em dia o Uber é todo um sucesso no Brasil. Segundo o próprio aplicativo, ela está presente em mais de 500 cidades do país, com um milhão de motoristas ativos e 22 milhões de usuários registrados. O objetivo da companhia é transformar pessoas comuns em motoristas “parceiros” da plataforma utilizando o seus próprios carros (ou alugados) e, ao mesmo tempo, oferecer modalidades de transporte convenientes para os usuários. 

Para poder fazer parte, a empresa estabelece uma série de condições como modelos de carro habilitados e documentação correspondente. Confira:

Em primeiro lugar, para quem não souber, o Uber é mais um aplicativo. Isto quer dizer que, se a pessoa quiser utilizar o serviço como usuário, ou se registrar como motorista, o essencial é contar com um smartphone e baixar o app nele, disponível na Google Play ou na Play Store no caso dos dispositivos da Apple. Uma vez cadastrado, o motorista fica autorizado a fazer as viagens como um parceiro oficial da companhia.

Mesmo que ainda exista debate jurídico neste sentido, é importante levar em conta que os motoristas registrados não são empregados do Uber. A companhia os reconhece como pessoas independentes que contratam a tecnologia de intermediação digital para escolher livremente as viagens a fazer, assim como os horários de uso e as quantidades. O Uber não exige o cumprimento de metas ou valores mínimos de arrecadação, não existem chefes ou supervisores e nem exclusividade na contratação. 

O que é preciso para ser motorista?

As pessoas interessadas, além de se registrar no app, precisam contar com CNH (Carteira Nacional de Habilitação) ativa e com a observação EAR, ou seja, na carteira se esclarece que a pessoa exerce Atividade Remunerada. Para isso, quem tiver CNH categoria B, só precisa solicitar a adição de EAR no Detran de registro da sua carteira; seja na hora da renovação ou mediante o serviço de mudança de categoria. A habilitação exige passar por um exame de aptidão física e mental e por uma avaliação psicológica.

Obviamente é necessário contar com um telefone compatível com o aplicativo. No caso do carro as exigências não são muitas; ele precisa ter 4 portas e ar condicionado. O ano de fabricação pode mudar dependendo das cidades. Por exemplo, desde este ano em São Paulo e Rio de Janeiro a fabricação do carro deve ser de 2013 ou superior. Já no resto das cidades a fabricação é aceita desde 2011 ou superior. Fora disso, as condições do carro, assim como a higiene dele, vão influenciar no maior ou menor sucesso nas viagens e na pontuação delas. 

O motorista precisa contar com a documentação do carro, e cumprir com todas as regras para que ele possa circular legalmente pelas ruas. Para isso se sugere simular um seguro para Uber online e contratar o mais conveniente para evitar riscos nas viagens. Não é obrigatório que o motorista seja o dono do carro desde que esteja autorizado a dirigi-lo. Nesse sentido existem muitas alternativas como alugar um veículo para trabalhar com ele. 

A própria Uber tem parceria com algumas locadoras oferecendo descontos sob uma série de modelos. Ainda para quem tem carro próprio, a dica é fazer contas. Às vezes somando gastos de documentação, seguro, revisões e desgaste acaba sendo melhor pagar o valor do aluguel (que cobre todos esses aspectos juntos, simplificando o assunto).

E agora, quanto ganha um motorista de Uber?

A dinâmica da companhia é pagar conforme as viagens realizadas, calculando a quilometragem rodada junto com o tempo de trajeto. Geralmente os pagamentos são feitos semanalmente às segundas-feiras, mas existem motoristas que podem ter o Flexpay (com transferências a qualquer hora, demorando até três dias úteis para compensar) ou Uber Conta que autoriza transferências instantâneas. 

Também é bom saber que os valores e cálculos de pagamento mudam de cidade em cidade, assim como dependendo de alguns horários. A modo de exemplo, para a categoria mais conhecida - UberX- a tarifa por quilômetro rodado em São Paulo é de R$1,40. Já na categoria  Black (modalidade premium) o valor sobe até R$2.67 por km sem considerar o desconto da taxa variável cobrada pela empresa.

Baseados num motorista, com carro próprio, ativando e dirigindo mediante o aplicativo por oito horas diárias, obtém um lucro médio de R$143. Agora, se o motorista fizer uma jornada de 12 horas, o lucro pode chegar a R$215. Tudo isso, claro, sem fazer os descontos do custo do combustível. 

Para os interessados em fazer alguma diferença, vale a pena ficar de olho em algumas variações nos valores. Em horários pico, como das 8:00 até 10:00 da manhã, e 18:00 até 20:00 hs da noite as tarifas costumam ser mais altas por causa da oferta e demanda. Pelo mesmo motivo, os ganhos tendem a crescer nos dias domingos e em tempos de chuvas.  

Da Redação
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