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Em CPI, empresário critica controle do Setut sobre bilhetagem eletrônica

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Foto: Divulgação Ascom Câmara 

O empresário Ramon Alves de Sousa foi o primeiro a depor na CPI dos Transportes nesta quinta-feira (24). Ele é responsável pela empresa Timon City, que faz a rota entre Teresina e Timon. 

Durante depoimento, o empresário apresentou propostas como uma tarifa oscilante de acordo com os custos do sistema. 

"Houve uma blindagem na licitação. Só ganhou as empresas de Teresina. A única empresa de fora que entrou nem tinha o conhecimento da própria Strans. A tarifa de ônibus de Teresina é uma das mais caras. O sistema tarifário deveria ser corrigido para aumentar e reduzir. Com tarifa anual, alguém perde. Ou o empresário ou o usuário", disse.

O empresário responsabilizou o poder público e os empresários pelo caos no sistema de transporte coletivo de Teresina.

"O caos do transporte público tem como culpado o poder público e as empresas. O Poder público não finalizava e as empresas, quando fizeram uma reserva de mercado, onde não há concorrência há acomodação.  Aqui havia uma blindagem no sistema de transporte coletivo. Teresina através de um consórcio aprovado pela Casa são responsáveis pelo sistema de transporte. De 2015 para cá nunca consegui colocar a bilhetagem eletrônica na nossa empresa. Os empresários são responsáveis quando aceitavam o coiote, que são aqueles que pegam os vales e revendem para as próprias empresas. As informações passadas ao poder público não eram verdade. Com isso paralisação ônibus levou o usuário a buscar outras alternativas", destacou. 

Outra proposta apresentada pelo empresário é que o sistema de bilhetagem saia do comando do Setut. Para ele, a prefeitura é quem deveria fazer esse controle.

"O sistema de bilhetagem deveria ser feito pelo poder público ou por uma empresa. Isso para não ter reserva de mercado. E feito pelos próprios empresários, beneficia um grupo pequeno", comentou. 

 

Flash de Lídia Brito
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