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Diretor da Perícia Criminal dá detalhes dos laudos sobre o crime de Izadora Mourão

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O diretor do Departamento de Polícia Técnico- Cientifica da Polícia Civil do Piauí, Antônio Nunes, comentou, nesta terça-feira (29), sobre as perícias feitas no caso Izadora Mourão.

O diretor revelou que Izadora estava no quarto do irmão, o jornalista e advogado João Paulo Mourão, quando foi assassinada a facadas. Ele foi indiciado pelo crime e está preso. A mãe deles, Maria Nerci, foi indiciada como coautora e está em prisão domiciliar.

Devido ao fato do quarto onde o crime foi praticado ser de João Paulo, o diretor Antônio Nunes admite que ficou difícil para a perícia provar, por meio da coleta de material genético, de que o advogado estava no quarto no momento do crime.  

“A parte genética ficou prejudicada porque consta como o quarto dele e aí perde sentido procurar material genético dele dentro do quarto, se ele é dono do quarto”, disse.

“Temos duas situações: o que a perícia técnica produz e o que a investigação judiciária produz e  quando preside o inquérito você junta tudo isso”, acrescenta.

O diretor conta que foram feitos laudos cadavéricos, de genética forense, no local de crime e ainda uso de luminol para detectar manchas de sangue. 

A perícia convenceu a polícia de que a posição dos golpes de faca feitos em Izadora favorece o lançamento  de sangue encontrado no vestido da mãe dela, Maria Nerci, que indicam que ela estava no local do crime no momento do assassinato. 

A perícia não descarta a possibilidade de Izadora ter sido esfaqueada enquanto dormia. Não foram constatadas lesões de defesa.

MÃE ASSUME AUTORIA

A defesa de João Paulo afirma que Maria Nerci disse em audiência de instrução em julgamento, realizada na semana passada, que estava só com Izadora no momento do crime e foi a autora do assassinato. A advogada Esmaela Macêdo conta que a mãe confessou que matou Izadora sozinha e que João Paulo sequer esteve na cena do crime.

Maria Nerci e João Paulo

No entanto, coordenador do DHPP, Francisco Costa, o Baretta, afirma que não há dúvidas que de João Paulo é o autor do crime.

"Não temos a menor dúvida de que quem praticou a ação do núcleo do tipo penal, matar alguém, foi o senhor João Paulo. Auxiliado em toda trama criminosa pela mãe dele . É tanto que ela está indiciada pela coautoria do homicídio e na fraude processual[...] As manchas de sangue no local do crime são uma verdadeiras assinaturas do criminoso”, afirma. 

O CASO

Foto: reprodução Facebook

Izadora Mourão, 41 anos, era advogada, e foi assassinada a facadas no dia 13 de fevereiro deste ano na casa em que morava com a família, na cidade de Pedro  II, a 195 Km de Teresina. 

A investigação apontou que havia uma disputa na família por herança. 

 

 

 


Izabella Pimentel
[email protected]

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