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Contra fraude milionária, PF prende 5 pessoas da mesma família em Teresina

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Atualizada às 11h25

Uma operação da Polícia Federal (PF) cumpre nesta segunda-feira (5) 15 mandados de buscas e prisões para desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes para receber benefícios do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).  A quadrilha cria idosos “fantasmas” para sacar os benefícios. Dos seis mandados de prisão, a PF cumppriu cinco contra pessoas da mesma família em Teresina. Uma está foragida e também seria parente dos outros presos. 

A investigação já identificou 114 benefícios com indícios de fraudes, “os quais já causaram prejuízo efetivo ao INSS superior a R$ 14 milhões”, informa a PF. A pedido da polícia, as contas bancárias de oito CPFs envolvidos nas fraudes foram bloqueadas judicialmente. Os cumprimentos de mandados acontecem em quatro cidades, no Piauí e Maranhão.

A investigação também apurou que essa fraude teria “potencial de ainda causar dano aos cofres públicos de R$ 10 milhões, totalizando mais de R$ 24 milhões, caso não fossem cessadas as atividades criminosas”. A operação de hoje acontece em parceria com a Coordenação Geral de Inteligência Previdenciária e Trabalhista (CGINT) e foi denominada “Gênese”. 

Ao todo, “40 Policiais Federais do Piauí e do Maranhão participaram da operação, para o cumprimento de 15 mandados judiciais, sendo nove de Busca e Apreensão e seis de Prisão Temporária, todos expedidos pelo Juízo da 3ª Vara Federal de Teresina/PI. Os mandados foram cumpridos nos municípios de Teresina/PI, Miguel Leão/PI, Vitorino Freire/MA e São Luís/MA”, detalha a PF. 

Der acordo com o delegado Eduardo Monteiro, dos mandados de prisão, todos são da mesma família, cinco foram presos em Teresina e apenas um encontra-se foragido. 

“A pedido da Polícia Federal foi determinado o bloqueio judicial das contas bancárias de oito CPF’s envolvidos nas fraudes identificadas, bem como a suspensão judicial de 32 benefícios comprovadamente falsos”, acrescenta. 

Até o momento, “os investigados podem responder pelos crimes de Associação Criminosa (Art. 288 do Código Penal), Estelionato Majorado (Art. 171, § 3º do Código Penal); Falsidade ideológica (Art. 299 do Código Penal) e Uso de Documento Falso (Art. 304 do Código Penal)”. 

“O nome Gênese significa a origem e desenvolvimento dos seres. O grupo investigado possui como especialidade a criação de pessoas fictícias para obtenção de benefícios previdenciários, justificando o nome da operação”.

 

 

Carlienne Carpaso
[email protected] 

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