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Secretário diz que prefeitura não vai retirar aguapés de rios em 2022

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Foto: Ascom/ Semduh

O secretário municipal de Desenvolvimento Urbano e Habitação, Edmilson Ferreira, afirmou nesta segunda-feira (20) que a pasta não deve mais arcar com a limpeza dos rios da capital, especialmente a retirada de aguapés do Rio Poti. 

O gestor frisou que a Prefeitura de Teresina deve absorver a função pela última vez neste ano, argumentando que o rio é um ente federal, cabendo assim a responsabilidade a outro órgão da esfera federal. Segundo Edmilson, são necessários de R$ 250 a 300 mil por ano para a realização da limpeza, despesa que o município não seria capaz de assumir.

“Nós vamos parar com isso. No ano que vem, a nossa luta vai ser buscar uma solução. Ou eu tenho recursos vindo da União, através de um convênio, ou faz a limpeza o IBAMA, a Águas de Teresina, por que tem que ser o município?”, disse.

A declaração surge diante do início da operação de limpeza deste ano, que deve se estender até o fim da estiagem, em dezembro. A Semduh informou que o trabalho está sendo executado através de uma redistribuição das equipes que já limpam as lagoas da capital. "Queremos resolver essa equação de forma definitiva para o ano que vem. Esse ano, como o rio já está cheio de aguapés, nós vamos limpar e evitar um mal maior", finalizou o secretário.

Foto: Roberta Aline/Cidadeverde.com 

Os aguapés

O aparecimento dos aguapés já se tornou um problema recorrente em Teresina. A temperatura elevada, a redução no volume de água no rio Poti e a grande concentração de poluentes geram um ambiente favorável para a proliferação das plantas. O tapete verde que se forma no espelho d'água prejudica a incidência da luz solar e interfere na vida aquática presente nos locais.

 

 


Marcos Cunha
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