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Vencedor do "BBB 5" diz torcer pela BBB Priscila

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O professor universitário Jean Wyllys, que venceu o "BBB 5" com 55% dos votos, afirmou nesta segunda-feira, antes de participar de um debate para lançamento de seu novo livro, "Tudo Ao Mesmo Tempo Agora" (Giostri Editor, R$ 25), em São Paulo, que sua preferida para ganhar o primeiro lugar na atual edição do reality show, a nona, é a participante Priscila.

Jean Wyllys lança com um
debate seu novo livro em
São Paulo hoje
 
"A Priscila é boazuda, tem aquele bundão, mas é inteligente, já se colocou contra aquela dramaturgia pobre. As outras mulheres levaram o prêmio não exatamente por serem fortes, por serem mulheres, mas por uma questão de distribuição de renda. Elas levaram o prêmio pela pobreza. A Priscila vai ganhar porque é mulher, uma mulher gostosa", afirmou Wyllys, que fala justamente sobre preconceito contra a mulher e ao que é efeminado em seu livro.

"O Max entrou com a gramática do 'BBB' na cabeça. Ele é preparado do cabelo ao dedo da unha", afirmou Wyllys, que também criticou a relação do carioca com a BBB Francine. "É tão fake aquela relação".

 
Sexualidade no "BBB"

Sobre a edição das demonstrações de amizade entre o finalista Max e Flávio, que já foi eliminado do programa, Wyllys afirmou encarar de forma positiva o vídeo.

"A primeira nuance é que a emissora está perdendo controle dos debates que rolam na rede e eu acho isso positivo. Eu vejo um avanço nisso, já havia na internet rumores sobre a [suposta] homossexualidade de Flávio e o vídeo foi uma resposta a isto", afirmou Wyllys.

Ao sair do reality show, Flávio negou que seja homossexual.

"E ser gay é participar de uma cultura, dois heterossexuais podem desenvolver uma relação homoafetiva", disse Wyllys. Para o professor, a polêmica em relação ao vídeo é algo que vem de uma cultura machista, na qual a troca de carinho entre dois homens é sempre qualificada como um traço homossexual.

"Quando dois homens expressam afeto são tachados de veados. Para as mulheres fica esse espaço da amizade, da delicadeza, das artes", disse o professor.

 
Misoginia

Nesta segunda, Wyllys participa do debate "A Mulher em Nós - Misoginia, Feminismo e Guerra dos Sexos entre LGBT's" na Livraria Cultura do shopping Market Place. O debate e o livro foram feitos em colaboração com Ana Fadigas e Vange Leonel.

"É um livro de crônicas, mais militantes, que refletem o que saiu na mídia nos últimos tempos", afirmou Wyllys. Para ele, há três segmentos especialmente submetidos a sofrer preconceito dentro da própria comunidade, as mulheres, as lésbicas e os gays efeminados.

"Existe um preconceito dentro da própria comunidade que vem de uma cultura machista e que a gente não pode ignorar, a gente precisa interpretar e discutir", afirmou Wyllys. "E isso não é uma masturbação intelectual, esse horror ao feminino está na base dos assassinatos, da violência".

Um dos temas que Wyllys discute, por exemplo, é como os travestis ficam neste contexto. "Tem muito travesti misógino, porque ele está sujeito aos mesmos aparelhos ideológicos".

Sobre as companheiras de discussão, Wyllys afirmou que Leonel traz a experiência de uma mulher lésbica na discussão enquanto Fadigas representa uma heterossexual que está em convívio com a comunidade gay.
 
"A Mulher em Nós - Misoginia, Feminismo e Guerra dos Sexos entre LGBT's"
Quando: hoje, de 19h a 21h30
Onde: Livraria Cultura Shopping Market Place (Av. Dr. Chucri Zaidan, 902, tel. 0/xx/11/3474-4033)
Quanto: grátis
 
 
 
Fonte: Folha Online
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