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Julgamento do caso Donizetti Adalto é adiado para março de 2022

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Foto: Reprodução YouTube

Pela segunda vez em uma semana, foi adiado o julgamento do advogado e ex-vereador Djalma Filho, acusado de ser o mandante do assassinato do jornalista Donizetti Adalto em setembro de 1998, em Teresina. O juiz Antônio Noleto, da 1ª vara do Tribunal Popular do Júri, marcou o julgamento do ex-vereador para a primeira quinzena de março de 2022. 

O adiamento é resultado de um pedido feito pela nova equipe de defesa Djalma Filho, que solicitou prazo para estudar o processo antes do julgamento. Os novos advogados assumiram o caso essa semana, após a equipe anterior deixar a defesa, pouco antes da sessão da última segunda-feira, 25 de outubro.

O advogado Lúcio Tadeu, que integra a nova equipe de defesa de Djalma Filho, pediu o prazo de 180 dias para estudar o processo.  

O promotor de acusação, Regis Marinho, opinou pelo deferimento do pedido da defesa e o juiz acatou a decisão. Contudo, promotor e juiz decidiram reduzir o prazo e o julgamento deve acontecer na primeira quinzena de março de 2022.

DEFESA PEDIU ADIAMENTO DE 180 DIAS

A equipe de defesa de Djalma Filho alegou, no pedido de adiamento do julgamento por 180 dias, que o caso é complexo e que, por conta disso, requer muito tempo para que seja estudado e o réu tenha uma defesa de qualidade. 

O advogado Lúcio Tadeu frisou que o prazo é essencial para que a equipe estude o processo e o réu tenha um processo justo. "Eu quero vir preparado para o debate. Não posso vir para cá despreparado para enfrentar uma denúncia desse naipe, um tribunal preparado e uma denúncia embasada na voz de Marinho", pontuou o advogado de defesa. 

“Não foram seis meses, mas foram cinco. Vamos trabalhar porque agora, efetivamente, vamos começar a estudar o processo. Não é só ler. É estudar, pesquisar. Precisamos ter um prazo razoável para que possamos fazer uma defesa a contento. Vamos pedir vista dos autos, dividir com a equipe e trabalhar. Não conhecemos nada do processo, nosso conhecimento é superficial”, destacou ao Cidadeverde.com o advogado Lúcio Tadeu. 

Foto: Arquivo Cidadeverde.com


Promotor Regis Marinho que faz acusação

O promotor Regis Marinho, após as ponderações da defesa e do juiz, opinou pelo deferimento do prazo para que os advogados de defesa pudessem estudar o processo, mas entendeu que 180 dias era um prazo extenso. 

 "Que fixe o prazo que o juiz entender como razoável para os advogados sobre esse processo”, afirmou Marinho ao completar pedindo à defesa que tivesse o compromisso de cumprir com o prazo e o julgamento do réu. “Concluído o prazo, que fique certo de que imediatamente, depois na próxima reunião, o juiz marcará o julgamento no prazo seguinte à conclusão do prazo dentro das pautas de sessões de reuniões de júri desta 1ª vara", pontuou Marinho.

O CRIME

O jornalista Donizetti Adalto foi morto na noite de 19 em setembro de 1998, na avenida Marechal Castelo Branco, zona norte de Teresina.  O jornalista, que era candidato a deputado federal, estava no carro na companhia do então vereador Djalma Filho, apontado como mandante do crime.

O ex-vereador é acusado de homicídio triplamente qualificado e, caso seja condenado, pode pegar uma pena de até 30 anos de prisão. 

Também são réus no caso: 

Fabrício de Jesus Costa Lima;
Sergio Ricardo do Nascimento Silva; 
João Evangelista de Meneses; 
Ricardo Luiz Alves de Sousa.

 

Nataniel Lima
[email protected]

 

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