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Sarah Menezes fala sobre novo desafio como técnica da seleção: “Deixar legado"

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Foto: Coletiva CBJ

“É ter uma excelente carreira nesse novo ciclo, agora desse outro lado”, assim Sarah Menezes começa a explicar o novo desafio que vive na carreira agora como técnica da Seleção Brasileira feminina de judô que tem como foco o ciclo olímpico até Paris-24. Na tarde desta terça-feira (14) a Confederação Brasileira de Judô (CBJ) realizou coletiva de imprensa para falar sobre essa nova comissão que terá além da piauiense campeã olímpica os novos técnicos Kiko Pereira e Andréa Berti. 

“Será algo muito desafiador e vejo que nossa equipe é extremamente forte e que nesse pequeno tempo até o fim do novo ciclo vamos ter sucesso no geral desde os atletas até toda equipe. Acredito muito no potencial e com certeza vai dar certo”, disse Sarah Menezes ao ser questionada sobre assumir a seleção. 

A judoca Sarah Menezes, 31 anos, se aposentou no final de 2020 pelo menos da seleção brasileiro e ficou defendendo o Flamengo, no Rio de Janeiro, e no mês de maio desse mês desse ano teve sua primeira filha, a pequena Nina que tem apenas sete meses. Além dos desafios agora como técnica, Sarah contou um pouco dessa preparação em casa para a retomada da carreira. 

“É uma situação bem delicada e estou aprendendo no dia a dia, estou aprendendo com a Nina pela rotina dela no dia a dia mesmo em que vou observando para facilitar. Estou observando isso e vou passar tudo isso para minha mãe eu vai me dar esse apoio e vamos aprender ser independente desde cedo né? Vamos nos comunicando através das redes sociais que é como o mundo se comunica hoje e assim vamos nos adaptando”, explicou Sarah Menezes. 

Sarah Menezes dedicou sua vida ao esporte e em especial ao judô. Com o técnico piauiense Expedito Falcão começou a treinar aos nove anos de idade e aos 15 anos conheceu Rosicleia Santos nome que acompanhou dentro da seleção no caminho até o ouro olímpico de Londres-12. A escolha do nome de Sarah Menezes segundo Ney Wilson é diretamente ligada a esse nível de dedicação e talento, que será somado a experiencia e conhecimento dos atletas que já integram as seleções de base da CBJ de Andréa Berti. 

“Um para ser campeão olímpico é você precisa ser diferenciado e trazer a experiência de uma atleta que teve desde o começo sua trajetória dentro do tatame faz diferença. Na equipe feminina mesclamos o talento da Sarah (Menezes) com a experiência da Andrea (Berti) o equilíbrio entre experiencia e talento pode trazer um resultado muito positivo para seleção feminina”, afirmou Ney Wilson. 

Questionado qual seria o perfil de Sarah Menezes à beira do tatame e quais objetivos pessoais dentro desse novo passo profissional ela demonstrou que tudo ainda é uma incógnita. “Eu vou ter uma nova experiência pessoal. Não sei ainda como vai ser minha reação. Vai ser tudo novo, não tenho como explicar como vou me sentir. Principalmente porque vou precisar em poucos segundos fazer com que o atleta sinta muita confiança, mas a certeza é que queremos manter o judô brasileiro conquistando medalhas”, acrescentou a campeã olímpica. 

O primeiro desafio da nova comissão técnica de judô será a Seletiva Olímpica que acontece nos próximos dias 18 e 19, em Lauro de Freitas (BA). A seletiva é um primeiro passo visando o novo ciclo olímpico Paris-24, este bem mais curto com apenas dois anos e meio. O estado do Piauí terá três representantes os irmãos – Stanley Torres (-81kg), Stael Torres (-90kg) e a garota Michelly Santos (-48kg). 

“Será um ponta a pé para vermos como será esse processo de renovação. O que sabemos é que os atletas que saírem da seletiva serão fortes candidatos a Paris 2024”, afirmou Ney Wilson. 

Os atletas da seletiva irão representar o Brasil no Campeonato Mundial 2022 que acontece no Uzbequistão. 

 

 


Pâmella Maranhão 
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