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Anatel regulamenta critérios para banda larga via rede elétrica

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A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) publicou nesta segunda-feira uma resolução que regulamenta a transmissão de internet banda larga pela rede de energia elétrica. Chamado de BPL (Broadband Powerline), o sistema permitirá que o usuário acesse a internet ao plugar um modem especial em qualquer tomada da casa. A tecnologia "injeta" a conexão vinda de um cabo de fibra óptica na rede elétrica.

Em novembro do ano passado, a AES Eletropaulo havia anunciado que disponibilizaria a internet por rede elétrica ao consumidor no primeiro trimestre de 2009. A Resolução 527, publicada hoje pela Anatel, estabelece "os critérios e parâmetros técnicos que permitem a utilização dessa tecnologia", informa nota divulgada pela agência.

Segundo a agência, com essas regras a banda larga poderá chegar a um número maior de pessoas, "uma vez que as redes de distribuição de energia elétrica disponíveis apresentam grande capilaridade no território brasileiro".

AES Eletropaulo

O serviço, que deve ser oferecido em breve pela AES Eletropaulo, está em teste no bairro de Moema, zona sul de São Paulo, desde o fim de 2007. Atualmente, 150 clientes em 20 prédios da região têm acesso à esse tipo de conexão.

"A vantagem é que você não precisa fazer cabeamento, quebrar parede para puxar cabos que permitam o acesso à internet. É só usar as tomadas que já existem na residência", afirma Teresa Vernaglia, diretora-geral da AES Eletropaulo Telecom.

Os equipamentos que unem o sinal da fibra óptica à rede elétrica podem ser colocados nos postes de rua ou diretamente nos medidores (popularmente conhecidos como "relógios") dos prédios. A empresa afirma que o sistema é mais adequado para edifícios, em que a conexão é dividida para vários clientes. Montar essa infraestrutura para uma casa sairia muito caro.

De acordo com a Eletropaulo, durante os testes o sistema permitiu uma conexão de 80 MB por prédio: a velocidade para cada cliente vai depender do número de assinantes no local e do serviço contratado com a operadora.

Hoje, a empresa afirma que tem 2.000 km de fibra óptica instalada na Grande São Paulo --valor equivalente à distância entre São Paulo e Aracaju.

Interferência

Segundo a Anatel, a agência tomou as precauções necessárias para evitar que o compartilhamento da rede de cabos provoque interferência negativa no fornecimento de energia ou na velocidade da conexão da internet. Havia o risco, por exemplo, de ao ligar um liquidificador a velocidade da conexão cair.

A nota divulgada pela agência informa que foi estabelecida a obrigatoriedade da utilização de filtros "capazes de atenuar as radiações indesejadas". Além disso, informa a Anatel, "os sistemas deverão dispor de mecanismo que possibilite o desligamento remoto, a partir de uma central de controle, da unidade causadora de interferência prejudicial, caso outra técnica para sua atenuação não alcance o resultado esperado".
Fonte: Folha
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