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Otites são incômodas também para os pets; saiba como prevenir e tratar

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Foto: Freepik



Durante a pandemia, os lares brasileiros ganharam mais amor. Segundo dados da pesquisa Radar Pet 2021, cresceu em 30% o número de pets com as famílias no país. “Os pets são como filhos. Os tutores estão sempre atentos aos cuidados e se preocupam em manter a qualidade de vida de seus animais. Isso se mostra também com o maior conhecimento sobre a prevenção de doenças”, destaca a médica veterinária Patricia Guimarães. 

A otite é um dos problemas que mais acomete os pets. Na verdade, não se trata de uma doença, mas sim de um sintoma decorrente a uma enfermidade, como uma dermatopatia, por exemplo. A otite decorre de inflamação associada a infecções em um ou ambos ouvidos, afetando até 20% da população canina e 6% dos felinos.

Cerca de 15% dos casos atendidos em clínicas veterinárias pelo Brasil são de otite, sendo que a otite externa crônica (OEC), corresponde a 76,7% dos casos de otopatias em cães. “Dor de ouvido é sempre um incômodo, inclusive para os pets. A otite pode ocorrer nas partes externas, médias ou internas do conduto auditivo e acabam sendo extremamente comuns na vida dos pets”, relata a veterinária.

Dor, coceira excessiva, vermelhidão no pavilhão auricular, calor, edema e movimentos bruscos e contínuos da cabeça podem ser sintomas de otite, informa Patricia Guimarães. Assim que esses sinais são percebidos, é preciso procurar a ajuda de um especialista.

“Caso os tutores notem que o pet está agindo de maneira diferente e apresenta esses sintomas, é preciso procurar um veterinário, pois uma vez instalada, a otite deve ser tratada com medicamentos especiais para ela.” 

Um dos meios mais importantes para evitar que os pets sofram com a otite é a prevenção. Para isso, é preciso ter cuidados diários e atenção para impedir que a doença se instale. “É muito importante manter as orelhas dos pets sempre higienizadas. Limpá-las ao menos uma vez por semana.

Além disso, enxugá-las bem após o banho, pois a umidade favorece a proliferação de microrganismos. Também se recomenda atenção aos sinais dados pelos cães e gatos. Aos primeiros sintomas, deve-se procurar o veterinário para ele investigar a causa base do seu aparecimento”, recomenda a especialista.


Da Redação
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