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Nova campanha 'Vacina Sim' incentiva vacina de crianças contra Covid-19

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Foto: Arquivo Cidadeverde.com

O consórcio de veículos de imprensa –formado por Folha, UOL, O Estado de S. Paulo, O Globo, G1, TV Globo, GloboNews e Extra– lançou neste domingo (23) a quinta fase da campanha "Vacina Sim".

O objetivo desta etapa é incentivar a imunização de crianças de 5 a 11 anos, faixa etária que começou a ser vacinada no Brasil no último dia 14, quando o menino indígena Davi Seremramiwe Xavante, 8, foi o primeiro a receber uma dose do fármaco.

Na atual fase da campanha, um especialista foi convidado para sanar as dúvidas dos pequenos: o tio Drauzio, também conhecido como dr. Drauzio Varella, médico e colunista da Folha.

Nos vídeos que serão veiculados, cerca de 20 crianças perguntam se a vacina dói, se coça, se pode ter febre ou, então, como ela age no corpo -dúvidas semelhantes às de adultos.

A conversa foi diferente por causa do público-alvo? "Eu acho que não existe uma linguagem para criança. Procuro responder como estou acostumado a falar, mas tentando adaptar com uma linguagem mais simples, mais fácil", afirma Drauzio.

Recentemente, a Folha conversou com crianças a respeito da ansiedade de se imunizar contra a Covid. Alguns falaram sobre a vontade de rever e abraçar amigos e parentes que estão em grupos de risco, assim como ir ao cinema ou viajar.

Além de crianças anônimas, alguns atores mirins também fizeram perguntas para o tio Drauzio. É o caso de Gabriel Miller, o Mig do sitcom "Bugados", da Gloob, o canal infantil da Globo. Ele diz estar feliz de participar da campanha e assim inspirar outras pessoas a se protegerem contra a Covid.

"É uma missão muito séria e todo mundo precisa colaborar e fazer a sua parte para podermos voltar à escola, rever os amigos, brincar e nos abraçarmos muito. Chegou a nossa hora e, como diria o Mig de 'Bugados', 'hoje é o melhor dia da minha vida!'"

A imunização infantil, porém, vem sofrendo ataques do governo de Jair Bolsonaro (PL), que, sem provas, lança dúvidas sobre a segurança das vacinas.

O presidente disse que sua filha de 11 anos não será vacinada contra a Covid.

Inicialmente, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, afirmou que a sua pasta recomendaria a vacinação desde que houvesse a exigência de prescrição médica, o que foi rejeitado em consulta pública.

Em recente pesquisa Datafolha, 79% dos brasileiros com 16 anos ou mais disseram ser favoráveis à imunização de crianças de 5 a 11 anos. Outros 17% afirmaram ser contra, e 4% declararam não saber opinar.

Os pequenos da campanha "Vacina Sim", no entanto, não estão preocupados com o debate político envolvendo os fármacos, e sim com os seus efeitos no corpo. "Parece que essas crianças [da campanha] não foram contaminadas pela discussão política que cerca as vacinas no Brasil neste momento", diz Drauzio.

No Brasil, há dois imunizantes autorizados pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) para as crianças: a Pfizer, liberada em dezembro para quem tem a partir de 5 anos; e a Coronavac, que recebeu aval na última quinta (20) para quem tem a partir de 6 anos.
Iniciativa inédita, o consórcio de veículos de imprensa foi criado em junho de 2020 para acompanhar e divulgar os números da Covid-19 depois que Ministério da Saúde tirou dados do ar e ameaçou sonegar informações sobre a situação da pandemia.

Desde então, os veículos se reuniram para divulgar balanços diários de casos e mortes pela Covid. Com o início da vacinação, em janeiro de 2021, o consórcio passou a divulgar também dados de imunizados. As informações são coletadas diariamente de secretarias estaduais de saúde pelas equipes dos veículos.

Em janeiro do ano passado, o consórcio criou a campanha "Vacina Sim", para conscientizar a população sobre a importância de se vacinar contra a Covid-19.

Na segunda etapa da campanha, em fevereiro, jornalistas e personalidades ligadas aos veículos do consórcio se reuniram para incentivar a vacinação. A campanha juntou os colunistas da Folha Juca Kfouri, Luiz Felipe Pondé e Djamila Ribeiro aos atores Lázaro Ramos e Fernanda Montenegro, entre outros.

A terceira fase, em abril, teve como objetivo incentivar a população brasileira a continuar tomando os cuidados necessários –como uso de máscaras e distanciamento social– durante o avanço da vacinação.

A quarta etapa, em setembro, buscou conscientizar a população sobre a importância de completar a imunização. Ela foi direcionada ao público jovem, que ainda não havia tomado a primeira dose, e também àqueles que estavam parcialmente imunizados.

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Fonte: Folhapress

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