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São Paulo vira no fim contra a Ponte e deixa a zona de rebaixamento do Paulista

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Os últimos minutos têm sido determinantes para o São Paulo na busca por uma fase melhor neste início de temporada. Depois de conseguir a vitória sobre o Santo André nos acréscimos, agora foi a vez de a virada sobre a Ponte Preta vir no apagar das luzes neste domingo (13).

Foto - Rubens Chiri/saopaulofc.net

Em um vacilo da defesa dos donos da casa, Calleri apareceu para garantir a vitória por 2 a 1.

A vida são-paulina foi sofrida durante toda a partida. Em mais um jogo com problemas de criação, a equipe de Rogério Ceni saiu atrás após um vacilo da zaga que resultou em pênalti de Jandrei em Lucca. Na cobrança, o atacante abriu o placar.

No abafa, o São Paulo conseguiu o empate no final com o Gabriel Sara. Nos acréscimos, Calleri deu a segunda vitória consecutiva para o time do Morumbi, algo que não acontecia há seis meses.

Rogério Ceni manteve a postura de mudar as escalações de uma partida para a outra. Diante da Ponte Preta, quatro jogadores que atuaram contra o Santo André foram para o banco: Rafinha, Léo, Igor Gomes e Jonathan Calleri. Em seus lugares entraram Igor Vinícius, Reinaldo, Gabriel Neves e Éder, respectivamente.

O veterano atacante foi justamente o destaque da escalação. Depois de perder espaço com Crespo, Éder atuou apenas 46 minutos -sem contar acréscimos- desde que foi titular pela última vez, contra a Chapecoense, em 3 de outubro, ainda sob o comando do argentino. Com Ceni, ele ainda não tinha tido chance no time titular.

Contra a Ponte Preta, Éder não apenas começou jogando, como recebeu a braçadeira de capitão. Com a bola rolando, contudo, pouco conseguiu fazer no primeiro tempo. O camisa 23 saiu diversas vezes da área para dar opção, mas os constantes cruzamentos do São Paulo dificultavam seu trabalho.

O São Paulo voltou melhor para o segundo tempo, com a Ponte Preta se fechando ainda mais e abrindo mão da pressão alta que tanto incomodou o rival na primeira etapa.

Ainda assim, o time de Rogério Ceni pouco conseguia incomodar Ygor Vinhas. A melhor chance no primeiro terço da etapa final saiu dos pés de Éder, que arriscou de fora da área e viu a bola passar rente à trave ponte-pretana.

Quando o relógio marcou 15 minutos da segunda etapa, Rogério Ceni decidiu alterar muita coisa. Foram três substituições: Pablo Maia no lugar de Gabriel Neves, Nikão na vaga de Rodrigo Nestor e Calleri no lugar de Rigoni.

As trocas mudaram também o esquema tático do São Paulo. Inicialmente escalado em um 4-3-3, o time tricolor passou a jogar em um 4-2-4, com apenas Pablo Maia e Gabriel Sara no meio.

No ataque, Nikão ficava pela direita, com Alisson na esquerda e Éder e Calleri mais à frente. Jogador de maior mobilidade, Éder passou a atuar, muitas vezes, atrás de Calleri, como se fosse um segundo atacante.

As mudanças já haviam melhorado o São Paulo, mas foi uma nova troca que encaixou o time de vez. Igor Gomes entrou no lugar de Alisson, o que permitiu que Gabriel Sara passasse a jogar aberto pela esquerda.

Com liberdade, o jovem meia dava opções ao São Paulo pela esquerda e incomodava a defesa ponte-pretana. E foi assim que o gol de empate veio. Aos 41 minutos, Marquinhos, que entrara pouco tempo antes, cruzou na medida para Sara cabecear. Ygor Vinhas se esticou todo, mas não conseguiu evitar o gol.

O resultado parecia definido nos acréscimos. Mas aí veio um vacilo incrível da defesa da Ponte Preta. Depois de um chutão de Jandrei, Moisés Ribeiro tentou tocar dentro da área ponte-pretana e Calleri apareceu para chutar para o gol de Ygor Vinhas, garantindo a vitória para o São Paulo.

Fonte: UOL/FOLHAPRESS

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