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Usuários de crack representam mais da metade dos atendidos pela Cendrogas em 2021

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A Coordenadoria Estadual de Enfretamento às Drogas (Cendrogas) registrou mais de 3190 atendimentos durante o ano de 2021. De acordo com os dados, divulgados nesta quinta-feira (10) pela Coordenadoria, que reúne clínicas e comunidades terapêuticas em todo o estado, a dependência por crack se destacou entre as outras drogas, com 1157 usuários, representado 51% do total de atendimentos.

Ainda sobre o levantamento das substâncias psicoativas, em segundo lugar aparece o álcool, com 688 dependentes (30%) e a cocaína fica em terceiro, com 196 usuários, ou 9%. 

Já sobre o público atendido durante o ano passado, mulheres com idades entre 25 a 45 foram a maioria, com 133 atendimentos a esse grupo. Em relação ao público masculino, homens também de 25 a 45 anos se destacaram, com 1369 atendimentos a eles.

O ano de 2021 também registrou 2282 ingressos (71%), pessoas que iniciaram o tratamento pela primeira vez e 915 reincidentes (29%).

A coordenadora da Cendrogas, Cida Santiago, destaca que as comunidades terapêuticas estão disponíveis em todos os municípios do estado e que as pessoas não precisam se direcionar até Teresina.

“A Coordenadoria é o órgão que faz esse direcionamento e essas avaliações, nós temos 53 Termos de Fomentos que trabalham tanto a prevenção e tratamento, as comunidades terapêuticas que trabalham diretamente a questão do acolhimento do tratamento estão em todos os territórios do estado fazendo esse trabalho de forma direta. Aqueles que querem fazer o tratamento não precisam se direcionar a Teresina porque nós temos em todos os polos, essa efetivação do tratamento”, explica a coordenadora.

Cida Santiago reforça ainda que a Cendrogas vem reforçando o trabalho com as pessoas que retornam às comunidades terapêuticas.

“As comunidades terapêuticas tem feito um trabalho primordial, levando essas pessoas acolhidas, uma melhor forma de poder sair do mundo das drogas, a gente sabe que não é fácil, e nós temos trabalhado intensamente com a questão dos egressos de comunidades terapêuticas para que eles possam ser qualificados”,  ressalta. 

 

Rebeca Lima 
[email protected]

 

 

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