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No comando do Fluminense, Abel tenta barrar feito do Flamengo que ele mesmo iniciou

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Hoje no Fluminense, o técnico Abel Braga busca a conquista do título do Campeonato Carioca para encerrar um jejum do clube tricolor e, consequentemente, impedir que o Flamengo alcance uma marca inédita que o próprio treinador ajudou a iniciar, há três anos. 

FOTO: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.

O primeiro jogo da decisão do estadual acontece nesta quarta-feira (30), a partir das 21h40, no Maracanã (RJ). A última partida será no sábado (2), às 18h.

Identificado com o clube das Laranjeiras, Abel foi anunciado em dezembro, para esta que é a quarta passagem à beira do gramado. A última havia se encerrado no meio de 2018, meses antes de ser contratado pela recém-eleita diretoria rubro-negra, encabeçada por Rodolfo Landim.

Na Gávea, o comandante ganhou reforços de peso como o zagueiro Rodrigo Caio, o meia Arrascaeta, e os atacantes Gabigol e Bruno Henrique, todos até hoje no Flamengo. E o trabalho, ainda nos primeiros passos, teve como um dos frutos o título do Carioca de 2019, em final contra o Vasco.

Apesar da conquista, a passagem foi conturbada, com críticas da torcida e rusgas com a cúpula. Diante do desgaste, a despedida aconteceu pouco depois, com um pedido de demissão do técnico.

Ao fim da relação, o time rubro-negro viu Jorge Jesus, em 2020, e Rogério Ceni, no ano passado, repetirem a dose de Abel e também chegarem ao lugar mais alto do pódio no Carioca. A taça de 2019 foi o pontapé inicial para uma era de títulos que o Flamengo atravessa, e o clube mira a cereja no bolo.

O tetra do Estadual ainda é algo inédito na história do Flamengo, e o clube da Gávea pode igualar feitos dos rivais Fluminense (1906, 1907, 1908, 1909) e Botafogo (1932, 1933, 1934, 1935).

Dos 31 jogadores do atual elenco do Flamengo, 11 trabalharam com Abel, o que representa pouco mais de 35%. São eles: o goleiro Diego Alves, o zagueiro Rodrigo Caio, o volante Arão, os meias Everton Ribeiro, Diego e Arrascaeta, e os atacantes Gabigol, Bruno Henrique e Vitinho.

À época da conquista, o clube ubro-Negro já estava envolvido na disputa da Libertadores, o que fez a celebração do treinador ser mais contida.

"Estou feliz, mas com certeza não vou dormir por causa da conquista. Vou dormir já preocupado com o jogo de quarta-feira. Já joguei lá e sei como é que é. É a última chance da LDU. Um time que em casa é difícil de bater. Temos que ir com esse sentimento", disse, na ocasião.

De lá para cá, Abel esteve no Cruzeiro, Vasco, Internacional e Lugano, da Suiça, antes do retorno às Laranjeiras. No Fluminense, se encontra pressionado após a eliminação na fase preliminar da Libertadores, mas tenta encerrar o jejum no Carioca, competição que, outrora, tinha time tricolor como maior vencedor.

A última conquista, inclusive, foi em 2012, quando o mesmo Abel Braga era o técnico. Naquela temporada, ainda teria a conquista do Brasileiro. Ele é o segundo treinador com mais jogos na história do clube, 345, atrás de Zezé Moreira, que tem 474.

"Eu tenho muita consciência do que é isso aqui. E o atleta também tem que ter, isso é muito importante. O Fluminense está completo enquanto estrutura.

Estou muito empolgado, e como é bom se sentir assim. É muito bom. E não pensem que vão ver o mesmo Abel de 2018, de 2011 ou 2012, porque não vão. Sou completamente diferente. Vão ver algo que pode surpreender", disse o comandante, ao site oficial, na chegada ao clube.

Fonte: UOL/FOLHAPRESS

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