Cidadeverde.com
Política

Psol é contra Alckmin na chapa de Lula, mas aguarda acordo para declarar apoio

Imprimir

O Psol já declarou que é contra a indicação de Geraldo Alckmin (PSB) para vice do ex-presidente Lula na chapa do PT à presidência da República, no entanto, isso não será empecilho para um provável apoio. O que vai ser determinante, segundo o presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros, é a aceitação das propostas apresentadas pelo partido a Lula.

“Não há ninguém no Psol que defenda a presença do Alckmin na chapa do Lula. Essa não é uma polêmica dentro do Psol. Nós achamos que a presença do Alckmin é uma contradição daquilo que o Lula e o PT têm defendido, que é a necessidade de reconstruir o Brasil. Como você vai reconstruir o país com alguém que teve participação direta no apoio as políticas que destruíram o país, como a reforma trabalhista, da previdência, o teto de gastos? Alckmin apoiou tudo isso”, disse o presidente em entrevista à TV Cidade Verde.

Juliano reafirma que a escolha por Alckmin é uma contradição, mas acredita na superação dos impasses.

“Para nós é uma contradição, mas se o ex-presidente aceitar as propostas que o Psol está colocando na mesa, a contradição deixa de ser nossa e passa a ser do próprio Geraldo Alckmin que vai estar apoiando uma candidatura de esquerda”, afirma.

Foto: Renato Andrade/Cidadeverde.com

Segundo o presidente do Psol, as negociações ainda estão em curso e, na próxima semana, uma reunião entre as duas legendas deve “bater o martelo”.

“O retorno que nós estamos tendo por enquanto é positivo. Ainda há temas a serem definidos. Essa negociação está em curso ainda. Na próxima semana deve acontecer uma reunião entre as duas fundações partidárias, a do Psol e a do PT, para discutir no detalhe essas propostas e se isso avançar, acho que estão criadas as condições para que o Psol possa definir o apoio à candidatura do ex-presidente Lula no próximo dia 30”, declarou.

Sobre debates internos, Juliano Medeiros garantiu que isso é normal dentro do Psol.

“O Psol é um partido democrático e dinâmico. A gente sempre convive com divergências. Posso garantir que isso é normal”, finalizou.

Hérlon Moraes
[email protected]

Imprimir