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Mundo ultrapassa meio bilhão de casos de Covid, afirma universidade nos EUA

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Foto: Arquivo Cidadeverde.com 

Pouco mais de dois anos desde o início da pandemia, mais de 500 milhões de casos de Covid-19 já foram registrados em todo o mundo até esta quarta-feira (13), enquanto muitos países relaxam as medidas restritivas e a baixa testagem preocupa especialistas.

A marca de 501.462.441 infecções, segundo levantamento da Universidade Johns Hopkins (EUA), ocorre após um aumento na velocidade do registro da doença neste ano. No início de janeiro, foram 300 milhões de casos, e no início de fevereiro atingiu-se a marca de 400 milhões.

Nas últimas semanas, porém, a média móvel vem apresentando queda. O índice desta terça (12) foi de 1,03 milhão de casos no balanço dos últimos sete dias, número 34% menor do que o registrado há duas semanas, segundo dados do Our World in Data. Os EUA lideram o ranking do número absoluto de infecções, com 80,5 milhões registradas até esta terça seguidos de Índia (43 milhões) e Brasil (30,2 milhões).

Assim como os casos, as mortes também vêm caindo após passarem os 6 milhões no início de março. Até esta quarta, foram 6,2 milhões, segundo a Johns Hopkins, e a média móvel desta terça (3,3 mil) foi 34% menor do que há duas semanas.

Entre os continentes, a Europa lidera no acumulado com 186,5 milhões de casos, e a África é o que tem o menor número, de 11,6 milhões. Esta cifra, no entanto, pode estar longe da realidade devido ao baixo acesso a testes. Uma análise da Organização Mundial da Saúde (OMS) estimou que, até setembro de 2021, 65% dos africanos (790 milhões) teriam sido infectados pelo coronavírus, ou 94 vezes mais do que havia sido registrado àquela altura (8,3 milhões).

Diante desse cenário, a OMS instou recentemente que países do continente intensifiquem a testagem e o monitoramento de contato com pessoas infectadas.

A organização também pediu que as Américas aumentem seus esforços de vacinação e detecção.

Menos exames podem camuflar ainda mais um cenário de subnotificação. Especialistas apontam ser quase certo que o acumulado total de infecções seja muito maior, pois muitos casos podem ficar sem detecção ou registro. Assim, essa diferença com a diminuição da testagem em diversos países, inclusive os EUA. Os americanos registraram uma média de 635,2 mil testes realizados no último dia 5, bem abaixo dos 2,6 milhões feitos no pico visto em janeiro.

Para o epidemiologista da Universidade de Washington Ali Mokdad, esse cenário de poucos exames é perigoso. "Se não testar, então não se sabe quais variantes existem", disse ao The New York Times.

A preocupação com a diminuição da realização de exames se soma à flexibilização de medidas, como uso de máscaras e distanciamento social, vista em diferentes regiões. "O que está acontecendo globalmente e nos EUA é que as pessoas basicamente desistiram. Elas só querem voltar à sua vida normal", avaliou Mokdad.

Esse desejo, entretanto, pode ser impactado por novas variantes e subvariantes. A BA.2 nos EUA, por exemplo, já é responsável por 85% dos novos casos, segundo informe do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC). O país vê um leve aumento nas infecções, com uma média móvel 8% maior do que há duas semanas, cenário que colaborou para a decisão de manter a obrigatoriedade do uso de máscaras no transporte público americano.

Ainda assim, os EUA vivem mais flexibilizações do que restrições, mas a situação varia em diferentes partes do mundo, a depender do estágio da doença na região. Hong Kong, por exemplo, ainda tenta sair do surto que começou em janeiro, e moradores de Xangai se veem em meio a um rígido lockdown, com a ameaça ao fornecimento de comida.

Globalmente, 5,1 bilhões de pessoas já receberam ao menos uma dose da vacina, e 4,6 bilhões estão com o esquema de imunização completo, mas, assim como os casos, a situação varia por região. Enquanto 73,4% dos americanos estão completamente vacinados, esse número cai para 15,4% na África.

Fonte: Folhapress

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