Cidadeverde.com
Últimas

Programa de alfabetização atenderá 200 mil pessoas no Piauí

Imprimir

Foto: Divulgação/Ascom 

Com o objetivo de acelerar a redução do índice de analfabetismo no Piauí, o Governo do Estado implantou o Proaja, maior programa de alfabetização de jovens e adultos do Estado. A meta é chegar, até 2023, atendendo a 200 mil jovens, adultos e idosos. Atualmente, 183 mil pessoas estão matriculadas e, desses, 170 mil já estão recebendo aulas em 203 municípios.

Ao todo, são 9.601 turmas com carga horária que duram de quatro a seis meses. A formatura das primeiras turmas será ainda no primeiro semestre. Até o fim do ano, o Proaja chegará aos 224 municípios do Estado. O programa é realizado por meio da Secretaria Estadual da Educação (Seduc), em parceria com instituições de ensino e com a Fundação Getúlio Vargas (FGV), como uma estratégia para acabar com o analfabetismo no Piauí. 

De acordo com Conceição Andrade, coordenadora do Proaja, até o momento, 35 entidades estão credenciadas para atender a demanda da alfabetização nos 224 municípios do Piauí. Essas entidades são responsáveis pela busca das pessoas analfabetas, pela contratação dos alfabetizadores e por toda a metodologia aplicada nas turmas.

O programa conta ainda com bolsa no valor de R$ 400,00 para os alfabetizandos, a fim de motivá-los ainda mais para o retorno à escola. A bolsa é dividida em três parcelas: 1ª parcela de R$ 100,00 após avaliação para comprovar que a pessoa é analfabeta e efetivação da matrícula; 2ª parcela de R$100,00, com a comprovação de frequência; e a 3ª parcela de R$ 200,00, após avaliação de aprendizagem. O pagamento das entidades também será feito levando em consideração matrícula, frequência e aprendizagem do público-alvo do Proaja.

Até agora, 1.577 bolsas já foram pagas e 108.851 estudantes estão aptos ao recebimento da primeira parcela da bolsa, uma vez que cumpriram com 75% de frequência nas aulas do período. Um total de 41.932 foram enviadas à Caixa Econômica Federal e devem ser liberadas até 21 de abril.

“O Governo do Estado sempre investiu em educação, sem esquecer daqueles que não aprenderam na idade certa. A política da EJA esteve presente e conseguimos reduzir o analfabetismo de 30,5%, em 2000, para 16%, em 2019. Com o Proaja estamos dando um passo maior, porque a ideia é que, após aprender a ler e escrever, o alfabetizando seja matriculado em um Centro de Educação de Jovens e Adultos e dê continuidade aos estudos, concluindo o ensino fundamental e médio e assim eleve sua escolaridade”, explicou Conceição Andrade.

 

 

Da Redação
[email protected]

Imprimir