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Presidente da Associação dos Policiais Penais do PI diz que prisão em Picos se trata de perseguição

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Foto: Arquivo Pessoal/ Marcos Paulo Furtado

Diretor presidente da Associação dos Policiais Penais do Piauí, Marcos Paulo Furtado

O diretor presidente da Associação dos Policiais Penais do Piauí, Marcos Paulo, Furtado, em entrevista exclusiva ao Portal cidadeverde.com/picos contestou a prisão do policial penal J.P. de O. realizada em Picos. Segundo ele, o fato se trata de uma clara perserguição.

Marcos Paulo enfatiza que a perseguição é motivada pelas irregularidades nas unidades prisionais denunciadas pelo suspeito desde 2015.

“O policial acusado da suposta prática já vinha denunciando diversas irregularidades desde 2015 nas unidades prisionais de Picos, e mais recentemente denunciou outros fatos na penitenciária que ele trabalha. O policial agora vem sofrendo represália por parte da direção do presídio. Sendo que o diretor está ilegalmente no cargo, por indicação política. Se trata de uma perseguição clara, onde o diretor forjou um vídeo com uma detenta induzindo a penada dizer que estava sendo assediada pós-denúncia”, afirma Marcos Paulo.

Sobre as argumentações de perseguição, a delegada titular da Delegacia de Defesa dos Direitos da Mulher de Picos (DEAM), Robiane Nunes, reforça que nos autos do processo existem provas materiais da autoria dos crimes praticados pelo suspeito.

“Em nenhum momento se trata de retaliação, recolhemos diversas provas, diversos indícios tanto da prova de materialidade e também indícios de autoria. Foram essas provas que deram base para o Judiciário conceder a prisão preventiva do suspeito. Existe nos autos diversas diligências realizadas nesses 10 meses de investigação que demonstram que os fatos realmente ocorreram com as detentas”, destaca a delegada.

Delegada Robiane Nunes

Robiane Nunes ainda acrescenta que durante as investigações, um dos crimes praticados às detentas de tortura/castigo continuou existindo.

O policial penal possui quase 16 anos de serviço público. O mesmo estava lotado na Penitenciária José de Deus Barros, porém em razão de problemas adminitrativos com a direção foi transferido para a Penitenciária Feminina no ano de 2018.

 

Paula Monize
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