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Aílton Krenak participa do projeto “Eu, Oca”, em Teresina

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Foto: Alberto César Araújo/Amazônia Real

O escritor Aílton Krenak participa, nos próximos dias 20 e 21 de maio, do projeto “Eu, Oca”, no Centro Cultural do Sesc de Teresina. Durante os dois dias do evento, o ativista indígena participará de apresentações municipais com um grupo piauiense e de debates de filmes. Confira o cronograma: 
 

20/05 – 17h – Abertura do evento com apresentação do grupo piauiense Caju Pinga Fogo e presença de Aílton Krenak
20/05 - 20h15 - Debate sobre o filme “Chuva é cantoria na Aldeia dos Mortos” com Aílton Krenak – Teatro do Centro Cultural
21/05 - 10h20 - Debate sobre o filme “Ex-Pajé” com Aílton Krenak – Teatro do Centro Cultural

Sobre Aílton Krenak

Aílton Krenak é um dos mais proeminentes intelectuais brasileiros da atualidade e uma liderança histórica do movimento nacional indígena. Nascido em 1953, em Itabirinha (MG), Krenak ganhou notoriedade nacional na década de 1980, no processo de luta pela redemocratização do país, que culminou com a aprovação de uma nova Constituição Federal, em 1988, que assegurou os direitos originários dos povos indígenas brasileiros.

Fundou em 1988 a União das Nações Indígenas e em 1989 o Movimento Aliança dos Povos da Floresta. Dirige o Núcleo de Cultura Indígena (Reserva Indígena Krenak), na região do Médio Rio Doce, MG.

Em 2016 recebeu o título de Professor Doutor Honoris Causa da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), onde leciona as disciplinas “Cultura e História dos Povos Indígenas” e “Artes e Ofícios dos Saberes Tradicionais”, em curso de especialização. É também roteirista e apresentador de séries com temáticas indígenas, comendador da Ordem de Mérito Cultural da Presidência da República (2021) e pesquisador convidado da Cátedra Calas-IEAT-UFMG, questionando a lógica urbana e o especismo humano, com a pesquisa “A vida é selvagem”.

Na semana passada, Aílton recebeu o título de Doutor Honoris Causa da Universidade de Brasília (UnB). Ele é o primeiro indígena a receber o título pela universidade. O reconhecimento, um dos mais importantes da instituição, é concedido a personalidades que tenham se destacado pelo saber ou pela atuação em prol das artes, das ciências, da filosofia, das letras ou do melhor entendimento entre os povos.

Sobre o projeto “Eu, Oca”

O projeto “Eu, Oca” tem como objetivo valorizar e fomentar a cultura dos povos indígenas, oferecendo à população conhecimento, apreciação e troca de saberes com artistas e pesquisadores originários. A ideia é democratizar espaços com apresentações artísticas, exibição de filmes, debates, exposições, contações de histórias e oficinas envolvendo a temática de povos originários.

O “Eu,Oca” terá a participação de ativistas nacionais, como Aílton Krenak, Daniel Munduruku, Alexandra Krenak e Márcia Kambeba, além de grupos e artistas piauienses, como a cantora Monise Borges, o grupo Caju Pinga Fogo, o grupo de boi Riso da Mocidade, a pesquisadora Aliã Wamiri e o artista visual Jabuh.

Da Redação
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