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Brad Pitt copia estratégia de Johnny Depp no processo contra Angelina Jolie

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Foto: OLIVIER BORDE/Bestimage/Honopix/Folhapress

Pode agradecer a Johnny Depp. Seu pedido para ser julgado por um júri popular no processo que moveu contra sua ex-mulher, Amber Heard, por difamação, não apenas garantiu com que ele mesmo saísse vencedor no julgamento, como, pelo jeito, deu ideia a outros homens em guerra com suas ex-mulheres.

Agora é Brad Pitt quem quer defender sua causa no tribunal e ter o veredito determinado por pessoas comuns. Ele acusa sua ex-mulher, Angelina Jolie, de danificar a imagem da vinícola que os dois construíram juntos, quando eram casados, por ter vendido sua metade do negócio para um "desconhecido".

Em 2008, quando ainda eram casados, os atores, que têm seis filhos, compraram a vinícola e a propriedade chamadas Château Miraval, na região da Provença, no sul da França, onde eles depois se casarem, em 2014, passaram várias férias em família até a dissolução do casamento, em 2016.

Em 2013, Brad e Angelina lançaram o selo de vinhos orgânicos Miraval. As primeiras 6.000 garrafas do vinho rosé que eles lançaram foram vendidas em menos de cinco horas. A champanhe rosé produzida pela vinícola, Fleur de Miraval, foi servida na cerimônia do Oscar deste ano.

Johnny Depp e Vanessa Paradis eram vizinhos do casal na Provença, assim como David e Victoria Beckman.

Mas, em outubro do ano passado, Angelina Jolie vendeu secretamente sua metade no negócio para outra empresa produtora de vinhos, a Tenute Del Mondo, parte de um conglomerado chamado Stoli Group, que, segundo os advogados de Brad Pitt, é "controlado pelo oligarca russo Yuri Shefler", que estaria mais interessado em prejudicar o negócio e tirar a vinícola do mercado do que em fazê-la crescer e lucrar com ela.

No processo que Brad Pitt move contra Angelina Jolie, seu time de advogados afirma que a Miraval virou a grande paixão profissional de Brad Pitt e se transformou em um negócio multimilionário, além de ser uma das produtoras de vinhos rosé mais conceituadas do mundo, tudo por causa da dedicação do ator. Angelina Jolie não teria contribuído "em nada para o sucesso da Miraval".

Além disso, havia uma cláusula no contrato que afirmava que os dois sócios, Pitt e Jolie, teriam o direito de recusar um comprador, mesmo que só da parte do outro. Ela teria quebrado essa cláusula com a venda secreta, que, além de tudo, foi feita para um competidor com "táticas de negócios pouco éticas e associações profissionais duvidosas", com quem agora Brad Pitt está sendo forçado a se associar.

O ator quer ser indenizado em uma quantia "a ser acertada em um julgamento", e que a venda feita por sua ex-mulher seja anulada. O divórcio de Brad Pitt e Angelina Jolie está sendo confuso e cheio de conflitos desde ela entrou com o pedido, em 2016. Mas, até agora, acontecia a portas fechadas, sem que ninguém que não estivesse diretamente envolvido soubesse os detalhes.
Agora, Brad Pitt quer um júri popular, um público, uma plateia que ele possa convencer e encantar. Ainda não se sabe quando o julgamento começa, nem se câmeras serão permitidas.

 

TETÉ RIBEIRO
SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS)

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