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Categorias se reúnem e cobram reajuste no adicional de insalubridade no Piauí

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Fotos: Divulgação/Simepi

Categorias das áreas da Segurança e Saúde estão mobilizadas para discutir sobre o adicional de insalubridade dos servidores públicos do estado, que está congelado há 15 anos e sem previsão de reajuste. Na última quarta-feira, no auditório do Sindicato dos Médicos do Estado do Piauí (Simepi), representantes e membros de 6 sindicatos participaram de um encontro para debater a situação. 

Participaram da Assembleia, representantes do Simepi, do Sindicato dos Delegados de Polícia Civil (Sindepol), Sindicato dos Policiais Civis de Carreira (Sinpolpi), Associação dos Peritos Criminais, Odontos e Médicos Legistas (Apecom), Associação dos Polícias Civis (Apocepi) e do Conselho Regional de Odontologia (CRO).

O delegado Higgor Martins, presidente do Sindepol, afirmou que a Assembleia Geral foi realizada com o objetivo de discutir a falta de reajuste no valor do adicional de insalubridade e sobre que medidas as categorias pretendem adotar em relação a isso.

“Várias entidades representativas, de vários cargos, recebem esse adicional de insalubridade. No caso dos delegados é devido ao grau de insalubridade das delegacias, que não possuem muita estrutura, paredes com infiltrações, então são aquelas coisas que implicam na saúde dos profissionais. Esse adicional é pago no valor de até R$ 400 desde o ano 2007, tendo sido congelado por uma lei em 2014, então são 15 anos com esse valor, de congelamento, e queremos que o governo realize uma mudança nisso”, explicou.

Segundo o delegado, as categorias não estão impondo ao governo um valor para que ocorra o reajuste, mas querem uma discussão sobre o assunto e que sejam adotadas providências para que ocorra uma mudança nesse pagamento.

“Durante a pandemia, por ser considerada uma atividade essencial, nós não paramos, continuamos prestando o serviço presencialmente e não ocorreu qualquer complementação ou valorização desses valores. Então essa Assembleia foi realizada com o objetivo de chamar a atenção do governo do estado para que volte a reavaliar esse valor, para que seja pago um valor justo para os profissionais que trabalham em ambientes insalubres. Para os profissionais da União é pago o percentual com base no subsídio, nós teríamos direito a isso também, mas estamos sendo compreensivos ao pedir apenas que reavaliem esse valor”, destacou.

Um ofício deve ser encaminhado para a governadora Regina Sousa (PT) para que seja aberto um espaço para discutir o assunto. Uma possível paralisação ainda não está sendo discutida, mas não é descartada.

“Estamos buscando diálogo com o governo, fizemos um ofício. Sabemos que existe um estudo prévio feito pela Seadprev sobre esse assunto, então nós queremos discutir o assunto de forma cordial, mas se não formos atendidos, poderemos marcar uma outra Assembleia para discutir a possibilidade de um indicativo de paralisação, isso se o governo negar diálogo”, explicou.

O Piauí possui cerca de 210 delegados da Polícia Civil, mas apenas os que trabalham em ambientes que são considerados insalubres possuem o direito de receber o adicional.

 

Bárbara Rodrigues 
[email protected]

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