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Alunos da Uespi desenvolvem fogão movido a energia solar

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O constante aumento no preço do gás de cozinha fez com que alunos do curso de Engenharia Elétrica da Universidade Estadual do Piauí (Uespi) desenvolvessem um fogão a energia solar como alternativa para suprir a demanda na cozinha. 

O fogão foi exibido para a governadora Regina Sousa (PT) durante visita técnica ao Núcleo de Formação e Pesquisa em Energias Renováveis e Telecomunicações do Piauí (NUFPERPI), nesta terça-feira (21), no Centro de Formação Antonino Freire (CFAF), Zona Norte de Teresina. 

Riquelme Santos, estudante do 3º período de Engenharia Elétrica da Uespi, é o idealizador do projeto e conversou com o Cidadeverde.com sobre o processo de desenvolvimento do fogão a energia solar. Para Santos, a olho nu a tecnologia é simples, mas não é. 

“”Basicamente, o funcionamento dele consiste na captação de raios solares. Esses raios solares refletem para dentro da panela e esse alimento é acelerado através do efeito estufa, causado por conta do vidro”, explicou Riquelme Santos. 

O fogão a energia solar já foi utilizado para cozinhar arroz e ovo. E, agora, a equipe de pesquisa se prepara para testar o preparo de um bolo. “Fizemos o teste de eficiência e o fogão chegou a atingir 190 graus. Um bolo, dependendo do jeito, precisa de 180 a 200 graus. Então, já pensamos em expandir esse cozimento”, acrescentou Riquelme. 

Projetos desenvolvidos no núcleo 

O NUFPERPI tem como propósito formar, capacitar, qualificar e desenvolver pesquisas e inovações tecnológicas para contribuir e desenvolver a sociedade.

O professor e coordenador do Núcleo, Juan Aguiar, destacou que o espaço foi criado para fomentar uma demanda de mercado para a capacitação de mão de obra para o Piauí. 

“Muitos empreendimentos que estavam chegando aqui, seja por PPP ou por iniciativa privada, não achavam mão de obra imediata no estado para realizar das suas atividades. O núcleo vem atender a parte de capacitação, seja para a comunidade acadêmica, seja para a comunidade externa”, pontuou o professor Juan Aguiar. 

Além do fogão a energia solar, os alunos do curso desenvolvem outros projetos no núcleo, como um bombeamento solar e uma fonte de energia inspirada em usinas hidroelétricas, mas que usam a água na parte inferior para girar o gerador de energia. 

“Os projetos são muito atrelados à questão da sustentabilidade e a acessibilidade em termos de baixo custo. É voltado para essa população mais fragilizada em termos sociais”, acrescentou Hizadora Lima, estudante do 7º período do curso de Engenharia Elétrica da Uespi. 

 

Nataniel Lima
[email protected] 

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