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'Me cuidando', diz Klara Castanho na primeira publicação após revelar abuso sexual

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Foto: Thiago Duran / AgNews

Klara Castanho, 21, fez sua primeira publicação na noite desta quarta-feira (6), após contar ter sido vítima de um abuso sexual e ter doado o filho recém-nascido. Nas redes sociais, a artista compartilhou um clique de uma paisagem e revelou em um pequeno texto que está fazendo acompanhamento psicológico para superar o trauma. Ela também avisou que dispõe de uma equipe para "preservar os seus direitos".

"Os últimos dias não foram fáceis, mas eu queria vir aqui para agradecer por cada palavra de amor, de afeto e de acolhimento que eu recebi e venho recebendo. Todo esse carinho tem sido muito importante para mim e eu precisava dividir a minha gratidão com vocês. Obrigada do fundo do meu coração", começou Klara.

Ela ainda prosseguiu no seu relato. "Sei que muitos de vocês estão preocupados comigo, mas quero dizer que estou me cuidando, fazendo acompanhamento psicológico e sigo cercada de profissionais que estão trabalhando para a preservação dos meus direitos".

A atriz ainda agradeceu o apoio e a preocupação dos amigos e fãs. Klara também citou os colegas de profissão e os jornalistas. "Quero agradecer a imprensa séria e responsável, que vem me respeitando durante esse momento".

O drama de Klara se tornou público em uma carta aberta divulgada no dia 25 de junho. Ela relatou um estupro sofrido e o processo de adoção do bebê resultado da violência. "A entrega foi protegida e em sigilo. Ser pai/e ou mãe não depende tão somente da condição econômico-financeira, mas da capacidade de cuidar. Ao reconhecer a minha incapacidade de exercer esse cuidado, eu optei por essa entrega consciente e que deveria ser segura", escreveu.

Ela também contou que, enquanto ainda estava no hospital, foi abordada por um colunista que sabia da gravidez, mas não do estupro. Poucos dias após o parto, ela disse ter sido procurada por outro colunista. O que motivou a divulgação da carta, segundo a atriz, foi a repercussão de "pessoas conspirando e criando versões sobre uma violência repulsiva".?

 

ANA CORA LIMA
RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS)

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