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Cresce bullying nas escolas de Teresina e cai atividade sexual dos estudantes, diz IBGE

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Foto: Arquivo Cidadeverde.com 


Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar (PeNSE), em parceria com o IBGE ( Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), revela que o percentual de estudantes que já sofreram bullying em Teresina cresceu nos últimos 10 anos. O estudo divulgado hoje (13) mostra também que houve uma queda na atividade sexual de estudantes adolescentes. Os dados são resultado de um estudo comparativo das quatro edições do PeNSE, realizadas em 2009, 2012, 2015 e 2019.

Aumento de Bullying 

Os dados do IBGE apontam que a proporção de estudantes adolescentes que já sofreram algum tipo de bullying em Teresina aumentou nos últimos 10 anos. Em 2009, o percentual era de 30,2%. Esse número subiu e em 2019 foi registrado 42,9%. 

O levantamento mostra que, ao longo do tempo, as mulheres passaram a afirmar já terem sofrido bullying em maior proporção que os homens. Enquanto 31,9% deles e 28,7% delas responderam positivamente ao questionamento em 2009, o cenário mudou em 2019: 41,1% dos homens e 44,9% das mulheres. 

O número ainda é alto entre alunos de escolas particulares. Em 2009, responderam positivamente à pergunta sobre bullying 28,9% dos estudantes de escolas públicas e 32,8% daqueles de escolas particulares. Em 2019, esse número passou para 42,5% nas unidades escolares mantidas pelo poder público e a 43,8% nas unidades privadas.

Teresina está acima da média nacional de taxa de estudantes que já sofreram algum tipo de bullying. Nacionalmente, esse número, em 2019, foi de 40,3%. Teresina ocupa a décima maior posição entre as capitais brasileiras. A capital com maior proporção é Porto Velho (RO), cujo índice foi de 47,9% em 2019. Já o menor percentual é de Florianópolis (SC): 35,3%. 

Queda na atividade sexual 

Em dez anos, a proporção de estudantes de Teresina que já iniciaram alguma relação sexual caiu 5%. Em 2009, 25,1% dos entrevistados já haviam iniciado a vida sexual. Em 2019, esse número caiu para 20,1%. O estudo leva em consideração estudantes de 13 a 15 anos.

Em contrapartida, a pesquisa mostra que também caiu a proporção daqueles que usaram preservativo na atividade sexual mais recente. Em 2009, cerca de 67,1% dos estudantes afirmaram que um dos parceiros usou camisinha na última relação sexual, índice que diminuiu para 61,9% em 2019. 

Além de prevenir gravidez indesejada, o uso de preservativo evita a transmissão de Infecções Sexualmente Transmissíveis (ISTs). Quando se trata exclusivamente de prevenção à gravidez, os estudantes costumam ter mais cuidado. Enquanto 68,1% deles informaram terem utilizado algum método contraceptivo na última relação sexual, inclusive camisinha, em 2009, a proporção subiu para 74,5% em 2019. 

 

Nataniel Lima 
(Com informações do IBGE)
[email protected] 

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