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Sanfoneiros comemoram retorno de procissão: “tradição viva”

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A tradicional Procissão das Sanfonas retornou às ruas de Teresina nesta terça-feira (02), após dois anos sem poder ser realizada por conta da pandemia. A concentração do evento, realizado em agosto em memória ao mês da morte de Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, aconteceu em frente à Igreja Catedral de Nossa Senhora das Dores, no Centro da capital.

Em 2022 a procissão também prestou uma homenagem aos 80 anos do cantor Gilberto Gil e os 75 anos da música “Asa Branca”, considerada um dos símbolos da cultura nordestina. “Quero chegar no final do dia morto de cansado, mas também feliz. Esse ano temos muito mais gente participando e vamos fazer uma bela festa”, disse Wilson Seraine, um dos organizadores do evento.

Criada em 2009, a Procissão dos Sanfoneiros foi idealizada pela Colônia Gonzaguiana do Piauí. O grupo reúne músicos e fãs do Rei do Baião, como o senhor Bonifácio dos Santos, de 84 anos, que esteve presente em todas as 14 edições do evento já realizadas.

“Me sinto muito bem aqui, encontrando toda a turma que, assim como eu, são gonzaguianas. Para mim a sanfona representa uma coisa de muito valor, além de nos trazer a lembrança do nosso eterno mestre Luiz Gonzaga”, afirmou o sanfoneiro ao Cidadeverde.com.

Fotos: Renato Andrade/Cidadeverde.com

Já Marcos Antônio contou que a sanfona é uma tradição familiar. Ele e os quatro irmãos, que integram a Orquestra Sanfônica de Teresina, aprenderam a tocar o instrumento ainda crianças com o pai, no município de Regeneração. Ele agora ensina os primeiros acordes ao filho, de 8 anos, que lhe acompanha há quatro anos na procissão.

“Depois de dois anos, é muito bom voltar a tocar no meio do povo. Durante a pandemia fizemos as lives, mas presencial é diferente. Para mim é muito importante voltarmos e ainda mais vermos as crianças se apaixonando pela sanfona, mantendo viva essa tradição”, comemorou o sanfoneiro.

Além de artistas teresinenses, a manifestação cultural também mobilizou músicos de cidades do interior do estado. O padre Raimundo Luan, por exemplo, saiu de Oeiras às pressas após ser informado sobre a realização da procissão em homenagem ao Rei do Baião, evento no qual participa pela primeira vez.

“Religião e cultura sempre andaram juntos, não tem como separar. As pessoas vêm aquilo que não é sagrado e não é da igreja como algo que deva ser afastado, mas não. O sagrado e o profano caminham juntos, devemos trazer essa sacralidade às coisas do nosso dia-a-dia, inclusive a música e alegria”, disse o sacerdote.

Durante o evento, diversos gonzaguianos que colaboram para a realização da Procissão, serão homenageados com troféus criados pelo artista piauiense Álvaro Roberto Carneiro.

Breno Moreno
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