Cidadeverde.com
Esporte

Palmeiras cria margem de erro antes de série de jogos contra rivais diretos

Imprimir

Nos próximos três jogos pelo Brasileiro, três dos quatro principais perseguidores. Na perspectiva do Palmeiras, o campeonato a partir de agora é quase um quadrangular. Em ordem, o time de Abel Ferreira vai enfrentar Corinthians, Flamengo e Fluminense. 

Foto: Fabio Menotti/Palmeiras

Sair ileso desses três confrontos significa ampliar ainda mais a diferença na liderança da Série A e dar passos consistentes rumo ao título. Em tese, os adversários mais difíceis terão ficado para trás.

A conclusão da 21ª rodada do Brasileiro teve um Palmeiras em voo de cruzeiro, mesmo poupando esforços para enfrentar o Atlético-MG, quarta-feira, pela Libertadores. 

Em relação ao Corinthians, inclusive, a distância até aumentou para seis pontos, já que o rival empatou com o Avaí. Fluminense e Flamengo fizeram o dever de casa, derrotando Cuiabá e São Paulo, respectivamente.

O Athletico segue no radar por ter mantido lugar no G4, após uma vitória espetacular sobre o Atlético-MG e uma atuação de gala de Vitor Roque.

Ainda que dê tudo errado para o Palmeiras nos próximos três jogos, o time tem uma margem de erro que o permite se manter na briga, independentemente dos resultados que vierem.

A lista de principais perseguidores ao Palmeiras, inclusive, reduziu, na comparação com a virada do turno, duas rodadas atrás. A distância em relação ao Flamengo após a primeira metade do campeonato era de nove pontos o rubro-negro estava empatado com o sétimo colocado Internacional. 

No momento, os mesmos nove pontos separam o Fla do Palmeiras. Mas o time de Dorival subiu para a quinta posição, já que o Atlético-MG e o próprio Inter perderam força na perseguição -até por terem se enfrentado nesse período.

O ponto é: o campeonato está afunilando e por isso uma derrapada de qualquer um dos concorrentes do Palmeiras pode ser definitiva. Por outro lado, Corinthians, Flamengo e Fluminense podem formar uma coalizão em nome de interesses mútuos.

O bilhete que Abel Ferreira manda aos rivais é que o Palmeiras é um candidato muito consistente -o português já conquistou a América duas vezes, mas está atrás do primeiro Brasileirão.

A vitória do Palmeiras sobre o Goiás teve dois golaços, de Mayke e Atuesta, e o reencontro de Raphael Veiga com o gol - de pênalti, inclusive. Bom para afastar a desconfiança depois de erros em cobranças recentes, como no clássico com o São Paulo que resultou na eliminação da Copa do Brasil.

Sobre a marcação da penalidade, em si, um lance de bola na mão que vai ao encontro do que tem sido instruído aos árbitros brasileiros. O UOL Esporte acompanhou uma das palestras de instrução aos árbitros na semana passada. 

No lance em questão, o braço de Caetano estava colocado para trás, mas quando ele se virou para tentar impedir o cruzamento de Wesley, houve ampliação da área do corpo. A penalidade foi marcada com intervenção do VAR.

QUEM VEM EMBALANDO

Entre os concorrentes do Palmeiras, o Corinthians vem de uma semana complicada. Perdeu em casa para o Flamengo na Libertadores, derrapou em Florianópolis diante do Avaí e terá na terça-feira o jogo de volta contra o time carioca. 

Se for eliminado, como será o ânimo para enfrentar o rival no sábado? A classificação é improvável, após a derrota por 2 a 0 na NeoQuímica Arena. Sobre o tropeço no Brasileiro, o uso de jogadores reservas pode amenizar o tom das críticas, mas o fato é que o time de Vitor Pereira não tem sido brilhante.

O Fluminense de Fernando Diniz não aparecia entre os favoritos no início do campeonato, assim como o próprio Corinthians, mas os gols de Cano compõem um elemento crucial para sustentar o time nas primeiras posições. Foi assim que o Flu venceu o Cuiabá, ontem (7). O argentino tem 13 gols.

O Flamengo está em franca ascensão. São cinco vitórias seguidas no Brasileirão. O trabalho de Dorival Júnior é consistente. O elenco tem muitas opções e o resultado vem mesmo quando os titulares passam a maior parte do tempo no banco ou nem sequer entram. Gabigol foi lançado no segundo tempo e confirmou a vitória.

Depois da vitória sobre o São Paulo, Rogério Ceni, que em 2020 foi campeão pelo próprio Fla, até ressaltou as substituições que o rubro-negro fez ao longo do jogo.

Inicialmente, a escalação já tinha nomes do quilate de Vidal, Everton Cebolinha e Marinho. Para controlar a pressão do tricolor, o Fla recorreu aos craques.

"Não colocamos Everton Ribeiro e Arrascaeta no final, colocamos garotos. Competindo de igual para igual, foi um jogo bem parelho", disse o treinador são-paulino, referindo-se ao fato de que o segundo gol do Fla saiu no último lance, em um contra-ataque.

Na perseguição ao líder, a desvantagem do Fla em relação ao Palmeiras é fruto, em muito, de um começo instável sob o comando de Paulo Sousa.

O Flamengo só vai alcançar o Palmeiras após a maratona do líder se o time de Abel perder todos os três jogos e o Fla vencer os seus - além do confronto direto com os paulistas, a sequência rubro-negra tem também Athletico e Botafogo.

VITOR ROQUE

O jogo mais emocionante da rodada calhou de ser no Mineirão. Os times mesclados de Atlético-MG e Athletico fizeram um primeiro tempo morno, mas a temperatura subiu na etapa final. Ataque e contra-ataque. Ação e reação. Com os lados em choque, o nome do jogo foi Vitor Roque.

Ex-cruzeirense de 17 anos, ele parecia estar em casa. Fez dois gols e comandou a virada, que se concretizou aos 50 minutos do segundo tempo. Roque é a maior contratação da história do Athletico: custou R$ 24 milhões. A cada atuação desse porte, parece mais barato.

O Atlético-MG não conseguiu sustentar a vantagem por duas vezes. A volta para o segundo tempo foi um desastre: levou gol com menos de um minuto. Depois, embora tenha jogado melhor na comparação com o primeiro tempo, ficou à frente do placar com Pavón, mas levou outro gol após menos de dois minutos.

A virada que o Athletico conseguiu, inclusive, fez lembrar o fato de que o Galo abriu 2 a 0 diante do Palmeiras, na Libertadores, mas levou o empate. O time agora treinado por Cuca tem cinco jogos sem vencer, três deles sob o comando do sucessor de Turco Mohamed.

Só que a reorganização do time de Vojvoda com um jogador a menos foi uma armadilha para o Internacional. No Castelão em êxtase, uma vitória por 3 a 0. Teve golaço de falta de Lucas Crispim, mais um trabalho bem feito por Hércules e uma conclusão fria de Robson.

No Inter, uma confusão entre a estratégia de poupar jogadores pensando na Sul-Americana e a necessidade de somar pontos no Brasileirão.

Mano Menezes chegou a fazer quatro substituições de vez no intervalo. Mas o time não conseguiu criar chances de perigo. O time colorado se mostrou bipolar, contrastando a ótima atuação diante do Atlético-MG, quando venceu por 3 a 0. Agora, tomou um golpe da mesma proporção.

Ah, e o Fortaleza está a um ponto de sair da zona de rebaixamento.

Fonte: UOL-FOLHAPRESS

Imprimir