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Lourdes Melo defende revolução e diz que eleição não transforma sociedade

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A candidata do PCO ao governo do estado, Lourdes Melo, criticou nesta terça-feira (9) o processo eleitoral e defendeu uma espécie de revolução no país. Segundo ela, as eleições são desiguais e não são capazes de transformar a sociedade.

“Nós defendemos a revolução, um estado operário, comunista, e os demais partidos não têm esse alinhamento. Não acreditamos que vamos transformar uma sociedade através de uma eleição. Só se fosse uma mágica”, afirmou.

“A revolução é o povo se rebelando e fazendo uma tomada do poder pela organização popular. Até chegarmos à revolução a gente participa das eleições”, acrescentou.

Lourdes criticou o período curto para fazer campanha e admitiu que não há chances de ganhar um pleito eleitoral.

“Não temos alianças e nem participamos de federação. A eleição este ano é curta. Como nós do PCO vamos conversar com os 224 municípios.? É uma desigualdade das eleições. Os políticos tradicionais já estão em campanha há bastante tempo”, declarou.

Foto: Breno Moreno

A candidata, que é professora, ressaltou que seu partido participa do processo eleitoral para ter acesso à mídia e assim difundir suas ideias.

“É um momento que a gente fala nos meios de comunicação, principalmente na TV. O PCO é um partido pequeno que tem uma luta. Nosso objetivo é fazer dessas eleições um instrumento de luta, falar com a população de um modo geral e chamar a lutar”, declarou.

A sigla não possui candidato a presidente e já declarou apoio ao ex-presidente Lula. “Desde 2016, quando houve o golpe contra a presidenta Dilma, que nós não temos candidatos a presidente. A gente defende que houve uma política de perseguição ao PT para que o Bolsonaro ganhasse as eleições, agora da mesma forma. A gente defende o Lula porque ele é um candidato da classe trabalhadora e tem uma trajetória de luta. Ele já disse que vai revogar todas as medidas feitas pelo Bolsonaro contra a população”, afirmou, criticando a economia do país.

“O Brasil está vivendo uma situação conturbada como desemprego, inflação e retirada de direitos”, finalizou.

Hérlon Moraes
[email protected]

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