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Incêndio em igreja no Egito mata pelo menos 41 pessoas e deixa 45 feridas

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Ao menos 41 pessoas morreram e 45 ficaram feridas num incêndio dentro de uma igreja na cidade de Gizé, no Egito, durante a celebração de uma missa neste domingo (14). Segundo funcionários da área de segurança ouvidos pela agência Reuters, a maioria dos mortos são crianças que estavam em um berçário.

O fogo começou por volta das 9h (4h de Brasília) devido a uma pane elétrica no momento em que 5.000 pessoas se reuniam na igreja copta de Abu Sifin, a noroeste da capital, Cairo. As chamas teriam, então, bloqueado os acessos, causando uma debandada.

"O ar condicionado de uma sala de aula no segundo andar do edifício onde se encontra a igreja sofreu uma pane e liberou uma grande quantidade de fumaça, que foi a causa principal das mortes e ferimentos", informou o Ministério do Interior.

"As pessoas estavam se reunindo no terceiro e quarto andares, e vimos fumaça saindo do segundo andar. As pessoas correram para descer as escadas e começaram a cair umas sobre as outras", disse Yasir Munir, um fiel da igreja. "Então ouvimos um estrondo e faíscas e fogo saindo da janela", declarou, dizendo que ele e sua filha estavam no térreo e conseguiram escapar.

Gizé, a segunda maior cidade do Egito, fica do lado oposto do Nilo em relação ao Cairo.

Um homem identificado como Maher Murad disse que perdeu uma irmã na tragédia. "Assim que me afastei da igreja por apenas 10 metros, ouvi o som de gritos e vi uma fumaça espessa", disse ele. "Depois que os bombeiros apagaram o fogo, reconheci o corpo da minha irmã. Os corpos estão todos carbonizados, e muitos deles são de crianças, que estavam em um berçário da igreja."

Não é a primeira vez que um incêndio desse tipo acontece no Egito. No fim de 2020, ao menos sete pessoas morreram durante um incêndio num hospital que tratava pacientes com Covid-19. No Cairo, onde milhões de egípcios vivem em bairros precários, os incêndios acidentais são frequentes.

O popular bairro de Imbaba leva o nome de São Mercúrio de Cesareia, reverenciado pelos coptas, que são a maior comunidade cristã do Oriente Médio, com cerca de 10 a 15 milhões de fiéis, num país com 103 milhões de habitantes.

Pelas redes sociais, o presidente egípcio Abdel Fatah al-Sisi ofereceu condolências às famílias das vítimas e disse ter mobilizado todos os serviços estatais para garantir que as medidas necessárias sejam aplicadas.

Sisi também afirmou ter ligado para o papa copta Tawadros II, que passou a liderar a comunidade cristã do Egito em 2012. Desde então, a Igreja Ortodoxa Copta tem se mostrado mais no cenário político.

Embora numerosos, os coptas se consideram marginalizados em muitos cargos públicos e reclamam de uma legislação muito rígida para a construção de igrejas, que seria mais liberal para as mesquitas.

Fonte: Folhapress

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