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Picos

Jovem suspeita de Monkeypox apresenta sintomas leves e está em isolamento domiciliar

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Foto: Paula Monize - Cidadeverde.com/picos

Após a confirmação do primeiro caso suspeito de Monkeypox no município de Picos, na manhã desta terça-feira (23) a Coordenação de Vigilância Epidemiológica realizou uma coletiva de imprensa para informar sobre a investigação de Varíola dos Macacos.

O caso suspeito responde a uma jovem, de 26 anos, que reside no bairro Bomba, em Picos. A mulher apresenta sintomas leves (erupções na pele) e está em isolamento domiciliar na companhia de familiar. 

O coordenador de Vigilância Epidemiológica de Picos, Robsonclay Viana, explicou que o caso vinha sendo monitorado após comunicado da chegada da jovem. A mesma havia estado no Rio de Janeiro e apresentava sintomas característicos da doença.

“Nós recebemos o comunicado que estaria vindo uma jovem do Rio de Janeiro para Picos e que ela estava apresentando lesões na pele. Começamos a entrar em contato com a jovem, para saber do percurso. Assim que chegou entramos em contato e ela mencionou as lesões nos membros inferiores e procurou atendimento médico no Hospital, onde foi coletado material genético”, disse o coordenador.

Diante da situação, foi coletada amostra da jovem e encaminhada para o Laboratório Central do Piauí (Lacen-PI). O material foi enviado para a Fiocruz, no Estado do Rio de Janeiro, para análise e diagnóstico. O resultado deverá ser divulgado num prazo de 20 dias.

Atendimento para Monkeypox em Picos

Diante da disseminação da Varíola dos Macacos no Brasil, os municípios já estão adotando fluxo de atendimentos para acolher possíveis pessoas que apresentem sintomas da doença.

Em Picos, a porta de entrada será a Atenção Básica tendo como referência o Centro Integrado de Especialidades Médicas (CIEM). A unidade de saúde já é responsável para atender pessoas com sintomas de Covid, Dengue e Chikungunya.

“Nós estamos adaptando o CIEM para que receba esses pacientes, para que possam receber atendimento e fazer a coleta de material. Estamos organizando o fluxo de atendimento para as pessoas que aparecerem com lesões na pele. Vamos também disponibilizar contato para que as pessoas possam tirar suas dúvidas, fazer agendamento de coleta”, acrescentou o coordenador.

O Hospital Regional Justino Luz será referência para atender pacientes com sintomas graves.

Sintomas de alerta

Foto: OMS

Pessoas que circulem para áreas endêmicas de Monkeypox no Brasil, como Fortaleza, Rio de Janeiro, Recife, Brasília, e que entraram em contato com a doença e /ou casos suspeitos, devem monitorar alterações como: febre, lesões, dores no corpo, dor de garganta.

O vírus da doença fica ativo por 90 horas em superfícies. Como medidas preventivas está o uso de máscaras de proteção facial, higienização das mãos e evitar contato com as lesões na pele.

Paula Monize
[email protected]/picos

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