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"Todo mundo tem uma alma coletiva”, afirma Carpinejar em Teresina

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Em Teresina, o escritor Fabrício Carpinejar, um dos principais poetas contemporâneo, falou sobre sentimentos e  o sucesso dos versos em guardanapos, que se tornaram "viral" nas redes sociais. 

"Eu escrevo com guardanapo porque é frágil, rasga rápido. Somos frágeis! O guardanapo simboliza o que eu sou e todo mundo já se sentiu um guardanapo na vida, jogado fora, usado e jogado fora. Quando você escreve no guardanapo, você garante uma sobrevida a ele", disse Carpinejar.

Ele - que tem mais de 750 mil exemplares vendidos- também fez uma reflexão sobre a vida e a diferença entre passionalidade e intensidade. 

"O meu papel é diferenciar a vida. Por exemplo, passionalidade é péssima; a intensidade é ótima. E as pessoas confundem passionalidade com intensidade. A intensidade é você viver o presente. A passionalidade é querer roubar o presente do outro. Não confunda amor com atração, não confunda amor com tesão, com desejo. Tudo tem seu lugar. O amor é  quando você  não apenas se torna melhor para o outro, se torna melhor para si mesmo", diferencia o escritor. 

Apaixonado pela escrita, Carpinejar disse ainda que quem não fala a verdade, terá uma escrita vazia. 

"É uma mágica. Quando eu escrevo para mim, todos se identificam porque eu escrevo para minha essência e a minha essência é coletiva. Todo mundo tem uma alma coletiva. Se eu for falar da dor, se eu for falar da minha esperança. A minha dor e a minha esperança, a outra pessoa vai entender com  a sua dor, a sua esperança. Se você não quer falar a verdade terá uma escrita vazia. Se você enfrenta a verdade com a escrita terá muitos leitores que vão se identificar", disse o poeta que veio a Teresina ministrar palestra no Tribunal Regional do Trabalho  (TRT--22) com o tema “Só tem compaixão quem já esteve no lugar do outro: você pratica a solidariedade?”.

 

Da Redação
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