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TRE sorteará 20 urnas para teste e aguarda para saber se fará auditoria com biometria

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Foto: Renato Andrade/ Cidade Verde

O Tribunal Regional Eleitoral do Piauí (TRE-PI) sorteará 20 urnas que passarão pelo teste de integridade e mais 3 que vão passar por uma avaliação de autenticidade, que acontecem no dia 01 de Outubro, véspera das eleições . O TRE, porém, ainda aguarda resolução do Superior Tribunal Eleitoral (TSE) para saber se vai participar da auditoria com a biometria, proposta pelo Exército Brasileiro. 

Caso isso aconteça, de duas a quatro diferentes urnas em seções eleitorais em Teresina também serão sorteadas. A explicação é do secretário de Tecnologia do TRE-PI, Anderson Lima. 

Realizado desde 2002, o processo de auditoria nas urnas eletrônicas utilizada na eleição foi reforçado neste ano para reafirmar a confiabilidade da votação e afastar alegações de fraude. 

TESTE DE INTEGRIDADE E AUTENTICIDADE 

Segundo o secretário de Tecnologia do TRE-PI, no sábado (01) que antecede a votação, serão escolhidas 23 urnas na capital para os testes de integridade e autenticidade. 

“Uma das etapas são as auditorias que são planejadas. Existem duas que são realizadas no dia das eleições, que é o chamado teste de integridade e teste de autenticidade. O teste de integridade consiste, na prática, que a urna apresente os mesmos resultados que foram inseridos nela

No teste de integridade 20 urnas serão recolhidas para das seções de votação para a sede do TER-PI. No local de votação, outras serão colocadas em seus lugares. No local, ocorre a simulação de votação, que serão alimentados com dados reais de eleitores. O processo é aberto para a população e imprensa. 

Segundo Anderson Lima, os dados serão digitados manualmente  na urna eletrônica. Encerrada a votação, às 17h, serão confrontados os dados do boletim de urna, relatório do sistema de apoio e planilha dos fiscais. “No final, todos os dados tem que bater”, explicou. 

Já no teste de autenticidade, três urnas passam por mais uma verificação. Está é feita através da convocação por um juiz eleitoral à partidos políticos e candidatos. Nesse caso, será verificado se o sistema que está na urna é o software lacrado e assinado digitalmente no TSE.

Foto: Renato Andrade/ Cidade Verde

AUDITORIA COM BIMETRIA DIGITAL 

Parte das 20 urnas que serão selecionadas para o teste de integridade também vão passar por uma auditoria com o sistema de biometria. Esta terceira etapa de verificação foi um pleito do Exército Brasileiro, atendido pelo TSE. Segundo o diretor de tecnologia, a diferença é que no teste tradicional, as urnas pré-sorteadas eram levadas para uma simulação de votação nos Tribunais Regionais Eleitorais. 

Já no projeto piloto, a pedido dos militares, a simulação de votação para testar a urna será feita na própria seção de votação com o apoio a participação de eleitores convidados para acionarem o sistema de biometria.

No dia da votação, o eleitor será abordado por técnicos do TRE-PI e será convidado a se voluntariar para participar da votação paralela. Além dos órgãos fiscalizadores, todo o processo também será filmado. 

“Essa é uma novidade para deste ano,estamos aguardando os parâmetros para saber como vai funcionar. Essa auditoria será habilitada manualmente e o eleitor ao sair da sua votação ele será convidado a liberar com a digital uma urna que está na auditoria e paralelamente com o ambiente filmado serão feitos o teste de integridade”, disse. 

Anderson Hugo ressaltou que o reforço nos sistema de fiscalização é uma resposta da Justiça Eleitoral aos questionamentos sobre fraudes no processo das eleições, que vem ganhando força nos últimos anos. 

“É natural que em um contexto de confrontações, de questionamentos da lisura da urna, e é natural esse tipo de questionamento próximo das eleições, há quatro eleições temos sido questionados com isso. O papel da Justiça Eleitoral é dar a transparência em todos os processos realizados. Nossa missão é fortalecer a democracia e isso se faz apresentando o resultado da vontade popular”, finalizou.  


Paula Sampaio
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