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Escola de Picos desenvolve projeto inclusão de alunos surdos

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Fotos: Paula Monize - Cidadeverde.com/picos

Incluir os alunos surdos no ambiente escolar e melhorar a comunicação com os ouvintes. Este é o objetivo do Projeto de Libras que está sendo desenvolvido na Escola Estadual Landre Sales, em Picos.

Na unidade estudam dois alunos surdos e os intérpretes de Libras que atuam no local desenvolveram nesta quinta-feira (06) o projeto que contou com momento de palestras, oficinas e apresentações teatrais.

A intérprete de Libras e uma das coordenadoras do projeto, Mayra Rocha, explicou que o projeto estabelece uma melhor comunicação entre os alunos surdos e ouvintes, tendo em vista que a língua de sinais ainda é pouco difundida no ambiente escolar.

"É desenvolver melhor o contato dos alunos surdos que estudam nessa escola, com os alunos ouvintes. O nosso objetivo é ensinar os alunos ouvintes alguns sinais de comunicação. Os sinais que eles vão aprender agora são sinais básicos como o alfabeto, as saudações. Os surdos precisam ser inseridos na sala de aula, pois o aprendizado da língua de sinais ainda é muito lento na escola, o ideal era ter uma disciplina voltado só pra isso na escola”, destacou Mayra Rocha.

Intérprete Mayra Rocha

A programação

A programação de atividades do projeto foi aberta com o jovem Victor que recentemente foi aprovado no Curso de Pedagogia na Universidade Federal do Piauí. O mesmo deu um depoimento motivador sobre como a comunidade surda pode atingir objetivos.
Em seguida, foram desenvolvidas oficinas nas salas de aula sobre aprendizagem de sinais básicos da Língua de Sinais.

Oficinas em sala de aula

Solidão

A intérprete de Libras e que também atua no projeto, Hildegardes Bonfimm, destacou que os alunos surdos relatam se sentirem sozinhos por não conseguirem se comunicarem com as outras pessoas.

“Precisamos nos colocar no lugar do outro sempre, a empatia é a melhor coisa para você conseguir ter acessibilidade. Os ouvintes é que são o centro da atenção, eles que conversam entre si, e hoje os alunos surdos são os protagonistas da história. Um dos alunos já me relatou que sente muito só porque só se comunica comigo, a intérprete”, concluiu.

Paula Monize
[email protected]

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