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Wellington defende cadastro de veículos para reforçar transporte na eleição

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Foto: Roberta Aline 

O senador eleito Wellington Dias (PT) defendeu nesta quarta-feira (12) que governos estaduais e municipais cadastrem veículos junto à Justiça Eleitoral para o transporte de passageiros no dia 30 de outubro, data marcada para votação do segundo turno.

Wellington Dias explicou que somente a Justiça Eleitoral pode coordenador o transporte de eleitores, mas não há nada que impeça governadores e prefeitos, ou até mesmo a iniciativa privada, de disponibilizarem frotas.

“Será feito o cadastramento dos veículos com o adesivo da Justiça Eleitoral, inclusive, veículos privados.Qualquer pessoa que tenha o seu veículo pode cadastrar. O monitoramento é com a Justiça Eleitoral, mas os estados e municípios podem colocar toda a sua frota à disposição”, explicou.

A Lei nº 6.091/1974, artigo 1º, regulamenta que “os veículos e embarcações, devidamente abastecidos e tripulados, pertencentes à União, estados, territórios e municípios e suas respectivas autarquias e sociedades de economia mista, excluídos os de uso militar, ficarão à disposição da Justiça Eleitoral para o transporte gratuito de eleitores em zonas rurais, em dias de eleição”.

O senador eleito teve reuniões com o ministro Alexandre de Moraes, presidente do Supremo Tribunal Eleitoral (TSE), onde a proposta foi apresentada.

“O que a gente quer é que seja unificado o procedimento que já foi feito em alguns municípios, a requisição não apenas do transporte público urbano, os veículos do estado, dos municípios, que são credenciados, o transporte escolar, por exemplo, para garantir a lei e a Constituição, o direito de transporte ao eleitor no dia da eleição. O custo é muito baixo, no Brasil R$ 230 milhões para garantir um direito como esse”, destacou.

No Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PI), ainda tramita uma ação que analisa se houve a ausência de transporte por má fé, por parte de empresas, para passageiros da capital no dia da eleição do primeiro turno.

Foto: Roberta Aline

Wellington Dias ainda criticou a gestão feita pelo presidente Jair Bolsonaro (PL). Ele citou a reincidência de doenças como a poliomielite, causada pelo baixo índice de vacinação no país. O ex-governador também destacou obras no Nordeste que deixaram de ser feitas pelo Governo Federal e falou que a população não pode aceitar um chefe do executivo que despreze a região.

“Não aceitamos ter um governo que despreza o Piauí e o Nordeste. Nordestino que é nordestino, vota em Lula […] Por que temos esse crescimento da fome do desemprego? O que o Nordestino quer não é um presidente farofeiro, que fica andando de motoca para lá e para cá. Queremos um presidente que olhe para o Brasil, para o brasileiro, inclusive, independente da posição política”, pontuou.

A meta do grupo segue sendo a de aumenta a votação do petista: “Tenho a animação de que vamos dar a maior maioria, vamos trabalhar dar mais de 1 milhão de votos e no Nordeste 13,5 milhões de votos”, disse.

Nesta manhã, o senador eleito participou de um ‘adesivaço’ na sede do PT, Centro-Sul de Teresina.

 

Paula Sampaio 
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