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Rodinei vence duelo com Cássio e se torna herói após anos de críticas

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Rodinei não esteve na última lista de convocados da seleção brasileira, mas o técnico da seleção brasileira o incluiu em uma relação de jogadores que vêm sendo observados.

A frase já era o resultado de uma temporada de redenção do lateral direito de 30 anos, tratado com escárnio pelos próprios torcedores do Flamengo em outros momentos.

A mudança de rumo atingiu "outro patamar", para ficar em uma expressão usada frequentemente pelos rubro-negros. O jogador foi o responsável pela batida de pênalti que decidiu a Copa do Brasil, na noite de quarta-feira (19), no Maracanã. 

Acertou o canto direito do goleiro Cássio, do Corinthians, e definiu o 6 a 5 após empate por 1 a 1 nos 90 minutos.

"A gente pensa que é fácil essa caminhada até a bola", afirmou, referindo-se ao trajeto até a marca penal. "E estamos falando do Cássio, um dos maiores goleiros do Brasil. Mas Deus falou: 'Vai lá, meu filho, e decide para essa nação'. Quando fiz o gol, não sabia nem o que fazer. Agora é só desfrutar."

Formado nas categorias de base do Corinthians, onde não teve espaço, Rodinei conhece bem o arqueiro e o adversário que enfrentou.

Na agremiação alvinegra também chegou a ser tratado jocosamente como "Bom de Bola", já que subiu para os primeiros treinamentos na formação profissional dizendo-se justamente "bom de bola".

Chegou ao Flamengo em 2016, depois de ter passado por equipes menores e tido boa participação na Ponte Preta. Demorou a se firmar, em um clube que vivia período difícil, e, criticado pela torcida, chegou a ser emprestado para o Internacional.

No Internacional, em 2020, novo episódio difícil. O clube colorado, que brigava pelo título do Campeonato Brasileiro com o Flamengo, decidiu pagar à agremiação carioca a multa de R$ 1 milhão para ter o lateral em campo no confronto direto.

Rodinei foi expulso, e o time do Rio de Janeiro venceu a caminho do troféu.

O paulista de Tatuí voltou, porém, em um momento de carência na posição, e acabou ganhando espaço. Dorival Júnior utilizou também Matheuzinho na lateral direita neste ano, mas, na hora das decisões, disse ter premiado o esforço daquele que seria herói.

"Eu acredito muito no trabalho. O que vivi neste clube... Sete anos, não foi fácil. Muita desconfiança, muitas críticas. Mas eu soube levar isso com muita naturalidade. Não é fácil um jogador ficar em um clube todo esse tempo. Agora, como eu falei, é comemorar."

Fonte: Folhapress

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