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Professores apostam em temas para redação do Enem e dão dicas

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Foto: Renato Andrade/ Cidadeverde.com

No próximo domingo (13), estudantes de todo o país, inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), terão conhecimentos testados nas áreas de língua portuguesa, inglês ou espanhol, além de questões de ciências humanas e redação. No quadro Spoiler da Vitória, exibido no Jornal do Piauí, desta quinta-feira (10), professores de disciplinas do primeiro dia de provas opiniram sobre temas que devem ser cobrados na edição deste ano. 

Em redação, as apostas da professora Hildeana Rodrigues são:

- O EMPREENDEDORISMO DIGITAL NO BRASIL;

- ESGOTAMENTO PROFISSIONAL NO SÉCULO XXI;

- A RETOMADA DA EDUCAÇÃO NO PÓS-PANDEMIA

- O USO EXCESSIVO CIGARRO ELETRÔNICO ENTRE OS JOVENS BRASILEIROS.

"O uso do cigarro eletrônico, o tabagismo, como tendência midiática que pode ser visto em subcelebridades, digitais influencer. Ele foi adotado pelas pessoas como uma espécie de autoafirmação e autoaceitação em grupos específicos. As pessoas acham que  o cigarro as deixavam entrosadas, além da falsa sensação e ilusão de felicidade, sem saber que a quantidade de nicotina é muito maior que no cigarro tradicional e pode gerar muito mais riscos", pontua a professora. 

Sobre os dois primeiros temas, Hildeana Rodrigues os relaciona com a pandemia e acredita que também têm grandes chances de cair no Enem,. 

"O esgotamento profissional. Isso reflete muito também na questão da pandemia, uma vez que as pessoas começaram a trabalhar de casa e não tinham limitação de carga horária. A casa acabou virando uma extensão do trabalho. Hoje estamos conectados no celular e todas as notificações de email e WhatsApp chegam pra gente. Nós não sabemos fazer esse discernimento, de saber até que momento limitar a carga de trabalho. Essa síndrome foi muito mais discutida e polemizada, pois muitos artistas foram diagnosticados com um ritmo de trabalho muito exaustivo, abrindo mão do próprio bem estar e saúde. É uma síndrome muito atual", destaca a professora que também comentou sobre a educação no pós-pandemia. 

"Acho que o principal desafio na pandemia foi exatamente a ideia de se reconectar, uma vez que os alunos passaram muito tempo em casa assistindo aula online e muitos acabaram também negligenciando esse estudo porque muitos não estavam ali de fato, não estavam com o microfone ligado ou a câmera. Essa retomada foi muito conflituosa porque os alunos estavam foram do ritmo de estudo e muitos regrediram também porque a disciplina foi diferente. Sem contar que, para muitos deles também, a ideia de voltar para a sala e encarar aquelas sete aulas sentados, ouvindo, foi muito difícil para eles assimilares. Foram dois anos de transição. Um período bem desafiador para alunos e professores", avalia a professora. 

Para filosofia, a aposta da professora Josinelma Miranda são os seguintes: 

- ÉTICA E JUSTIÇA;
- POLÍTICA:  DEMOCRACIA E CIDADANIA;
- FILOSOFIA CONTEMPORÂNEA;
- NATUREZA DO CONHECIMENTO;
- FILOSOFIA MODERNA.

Ela também opinou sobre os temas que podem ser abordados na prova de sociologia: 

- MUNDO DO TRABALHO;
- CULTURA E INDÚSTRIA CULTURAL;
- IDEOLOGIA;
- MEIOS DE COMUNICAÇÃO, TECNOLOGIA E CULTURA DE MASSA;
- MOVIMENTOS SOCIAIS E CIDADANIA.


"Esses são temas que caíram mais vezes no Enem durante dez anos e são sempre recorrentes. A exemplo dos movimentos sociais temos os indígenas. Sabemos que hoje umas das principais pautas reivindicatórias é a questãod a demarcação das reservas. Por mais que a Constituição garanta isso, algumas terras ainda não estão demarcadas. A demarcação é importante porque o espaço geográfico é importante para que as comunidade preservem sua memória histórica, a sua cultura", cita a professoa que cita também movimentos sociais ligados às causas negra, de gênero, diferencial salarial entre homens e mulheres.

Da Redação
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