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4% das casas brasileiras têm ao menos uma pessoa vítima de furto

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Foto: Divulgação/Polícia Civil 

Em 2021, 2,9 milhões de domicílios brasileiros tinham pelo menos um morador que havia sido vítima de furto no ano anterior, o que corresponde a 4% do total de residências do Brasil.

Os dados são da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) Contínua sobre Furtos e Roubos, do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de 2021, que pela primeira vez apresenta indicadores sobre o número de domicílios com moradores vítimas de roubos e de furtos.

O Sudeste lidera o número de pessoas que declararam terem sido vítimas de roubos ou furtos dentro de suas residências, com 1.259 casos.

O relatório, divulgado nesta quarta (7) mostra o local de ocorrência dessas formas de violência, o tipo de bem furtado e roubado, e a taxa de procura pela polícia ou guarda municipal.

No Brasil, em 2021, ocorreram 342 mil furtos de veículos (192 mil de carros e 150 mil de motos) e 388 mil furtos de bicicleta. Houve 1,7 milhão de furtos nos domicílios e 1,4 milhão de furtos fora do domicílio.

As vias públicas foram os principais locais de ocorrência de furtos de carro (75,1%) e moto (68,8%). Para furto de bicicleta, o principal local foi em algum domicílio (66,3%), que poderia ser do próprio morador ou de outra pessoa, seguido pelas vias públicas (21,9%).

Em 80,3% dos furtos de carro e 84,9% dos furtos de moto houve procura pela polícia ou guarda municipal. Para furtos fora do domicílio (não considerando carro, moto ou bicicleta), a procura foi de 44,8%, seguida por 31,4% para furtos de domicílio e 28,5%, de bicicleta,

A Polícia Militar foi a força policial mais procurada, com mais de 60% nos quatro tipos de furtos: carro (65,7%), moto (65,5%), bicicleta (62,9%) e domicílio (64,4%). Em segundo, está a Polícia Civil: carro (52,8%) e moto (50,8%), bicicleta (38,0%) e no domicílio (43,4%).

Nos furtos em que não houve procura pela polícia, os principais motivos informados foram "falta de provas" (24,1%), seguido de "não acreditava na polícia" (23,6%), "não era importante" (22,0%), "recorreu a terceiros ou resolveu sozinho(a)" (14,4%), "outro motivo" (9,3%) e "medo de represália" (6,7%).
Sensação de insegurança

Em 2021, como estratégia de segurança para reduzir a violência, 56,7% das pessoas de 15 anos ou mais de idade evitaram chegar ou sair muito tarde de casa; 53,2% evitaram caixas eletrônicos à noite; 51,2% evitaram usar celular em locais públicos; 49,9% evitaram lugares com poucas pessoas; 49,2% evitaram falar com desconhecidos e 42,8% evitaram usar relógio, joia ou outro objeto de valor.

Em todas as atividades evitadas por motivo de segurança que a PNAD Contínua elencou, as proporções das mulheres que as evitavam eram sempre maiores que as dos homens, sobretudo para chegar ou sair tarde de casa (63,6%), ir a caixas eletrônicos à noite (57,2%) e usar celular em público (57,6%).

 

Fonte: Folhapress (Bruna Fantti) 

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